… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 16 de maio de 2017

16 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
16 de maio

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo 2:15, ARC, Pt)

O Novo Testamento apresenta o mundo como um reino que se opõe a Deus. Satanás é o seu governante, e os incrédulos são os seus súbditos. Este reino atrai os homens recorrendo aos desejos dos olhos, aos desejos da carne e à vanglória da vida. Esta é uma sociedade em que os homens procuram alcançar a felicidade sem Deus e o nome de Cristo incomoda-os. O Dr. Gleason L. Archer Jr. diz que o mundo é: “Um sistema organizado de rebelião, busca de si mesmo e inimizade para com Deus, o que caracteriza a raça humana em oposição a Deus.”



O mundo tem as suas próprias diversões, a sua própria política, a sua própria arte, a sua própria música, a sua própria religião, os seus próprios modelos de pensamento e os seus próprios estilos de vida. Obriga todos a que se conformem com ele e aborrece aqueles que resistem. Isto explica o ódio que respira contra o Senhor Jesus.



Cristo morreu para nos libertar do mundo. Agora, o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Amar o mundo em qualquer das suas formas, representa uma traição ao Senhor; o Apóstolo João diz que os que amam o mundo são inimigos de Deus.



Os crentes não são do mundo, mas enviados a ele para atestar contra ele, para denunciar as suas obras e o seu mal, e para pregar como ser salvos dele, por meio da fé no Senhor Jesus Cristo.



Os cristãos são chamados a viver separados do mundo. Pode ser que no passado, alguns tenham limitado ou definido muito estreitamente o que é o mundo: o baile, os teatros, fumar, beber, jogar às cartas e apostar. Mas inclui muito mais: a maioria do que a televisão transmite é mundano, e apela sem cessar aos desejos dos olhos e da carne. O orgulho em todas as suas formas e disfarces, trate-se quer dos títulos, dos graus académicos, do salário, das heranças ou da busca da fama. É mundano viver no meio de luxos, quer sejam casas palacianas, comidas deliciosas, vestidos ostentosos para chamar a atenção, joalharia ou automóveis de marcas de prestígio mundano. Como também o é uma vida rodeada de comodidades e prazer, que consome o tempo, viajando para lugar nenhum, em cruzeiros, esbanjamento de dinheiro em compras impulsivas, os desportos e o recreio. As nossas ambições e as dos nossos filhos podem ser mundanas, mesmo que pareçamos espirituais e piedosos. Finalmente, o sexo fora do matrimónio é uma forma de mundanalidade.



Quanto mais consagrados estejamos ao Salvador e mais dedicados ao Seu Serviço, menor será o tempo que disporemos para os prazeres e as diversões deste mundo. C. Stacey Woods dizia: “A medida da nossa devoção a Cristo é a medida de nossa separação do mundo.”



Só estrangeiros somos e nenhuma casa aqui desejamos,

Sobre esta Terra que só uma tumba Te deu;

Tua cruz, os laços que nos atavam rompeu,

Só por Ti, tesouro nosso, suspiramos.

J. G. Deck




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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