… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 16 de maio de 2017

16 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
16 de maio

“Deus abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos.” (1Tm 6:17, ARC, Pt)

O NOSSO Senhor Jesus sempre está dando, e, nem por um único instante retira a Sua mão. Enquanto haja um vaso de graça que não esteja cheio até à borda o azeite não se deterá. Jesus é um sol e sempre brilhante; Ele é maná sempre caindo por todos os lados do acampamento; Ele é uma rocha no deserto, expelindo sempre torrentes de vida que procedem do Seu flanco ferido. A chuva da Sua graça está sempre pingando; o rio da Sua generosidade está sempre correndo, e a fonte do Seu amor está constantemente a transbordar. Como o Rei nunca pode morrer, assim a Sua graça nunca pode faltar. Diariamente tomamos frutos dEle, e diariamente os Seus ramos inclinam-se até às nossas mãos com uma nova provisão da Sua misericórdia. Há sete dias de festa nas Suas semanas, e tantos como são os dias assim há tantos banquetes nos Seus anos. Quem tem regressado alguma vez vazio da Sua porta? Quem se levantou alguma vez da Sua mesa insatisfeito, ou do Seu seio sem achar nele um paraíso? As Suas misericórdias são novas cada manhã e frescas cada tarde. Quem conhece o número dos Seus benefícios ou pode contar a lista das Suas dádivas? Cada grão de areia que cai do relógio do tempo fala-nos das incontáveis bênçãos do nosso Deus. As asas das nossas horas estão cobertas com a prata da Sua bondade e com o ouro do Seu afeto. O rio do tempo traz das montanhas da eternidade as áureas areias do Seu favor. As multidões das Suas bênçãos são mais inumeráveis do que as estrelas que brilham no firmamento. Quem pode contar o cúmulo de benefícios que Ele derramou sobre Jacob, ou dizer a quarta parte das Suas misericórdias que Ele deu a Israel? Como engrandecerá a minha alma Àquele que diariamente me enche de bens, e me coroa de misericórdias? Oh que o meu louvor pudesse ser tão incessante como a Sua bondade! Oh língua miserável, como pudeste tu ficar em silêncio?! Acorda, rogo-te, para que não te chame mais minha glória, mas minha vergonha. “Despertai, saltério e harpa! Eu despertarei ao romper da alva.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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