… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 16 de maio de 2017

16 de maio


C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé
16 de maio

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” (Mt 5:7, ARC, Pt)

Não é adequado que o homem que não queira perdoar seja perdoado, e aquele que não queira dar ao pobre veja as suas próprias necessidades aliviadas. Deus medir-nos-á com a nossa própria medida, e aqueles que têm sido amos de coração empedernido e credores insensíveis, descobrirão que o Senhor tratará com eles com dureza. “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia.”

Neste dia, que consigamos dar e perdoar. Que nos ocupemos com estes dois verbos: tolerar e suportar. Que sejamos amáveis, bondosos e sensíveis. Que não interpretemos mal a conduta dos homens, que não efectuemos compras injustas, nem iniciemos insensatas questões, nem sejamos difíceis de contentar. Desejamos, de facto, ser abençoados, e, também precisamos obter misericórdia: que sejamos misericordiosos para que alcancemos misericórdia. Que cumpramos o requisito, para que recebamos a beatitude. Não é um dever agradável ser-se amável? Não há muito mais doçura nisso, do que em estarmos zangados e sermos mesquinhos? Bem!, há uma bem-aventurança na própria coisa! Além disso, a obtenção de misericórdia é uma rica recompensa. Quem, com a excepção da graça soberana, poderia sugerir uma promessa como esta? Nós somos misericordiosos para com os nossos semelhantes mortais em coisas de cêntimos, e o Senhor perdoa-nos “toda aquela dívida.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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