… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

17 de maio

William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de maio

“...Por pretexto ou por verdade, Cristo é anunciado; e nisto me gozo, e me gozarei ainda.” (Fl 1:18, RV60)

Há um defeito muito propagado entre os homens: não reconhecem qualquer outro bem além do seu próprio círculo privado. Imaginam que têm o monopólio da excelência e que ninguém mais pode ser ou fazer algo comparável. Recordam-nos o gracioso ‘slogan’ de um autoadesivo colado no para-choques de um automóvel: “Eu estou bem. Você está assim-assim.” Ainda que alguns não gostem, têm de admiti-lo.

Presumem que a sua igreja é a única verdadeira, e o seu serviço para o Senhor é o único realmente válido. Os seus pontos de vista sobre qualquer tema são os únicos autorizados. Eles são os donos da verdade e a sabedoria morrerá com eles.

Paulo não pertencia a esse grupo. Reconhecia que outros também pregavam o Evangelho. Certo, alguns faziam-no por rivalidade, para afligi-lo. Não obstante, reconhecia-lhes o mérito de proclamarem o Evangelho, e regozijava-se de que Cristo fosse anunciado.

No seu comentário às epístolas pastorais, Donald Guthrie escreve: “Verdadeiramente, faz falta graça para que os pensadores independentes reconheçam que a verdade pode fluir por outros canais que não sejam os seus.”

Uma característica distintiva das seitas é que os seus líderes dizem ter a última palavra em todos os assuntos de fé e de moral. Demandam obediência incondicional aos seus pronunciamentos e procuram afastar os seus seguidores de todo aquele que não está de acordo com eles.

Na introdução à Versão Autorizada da Bíblia, em inglês, rara vez lida, os tradutores escrevem a respeito daqueles: “Irmãos presunçosos, que vão pelos seus próprios caminhos, e não se afeiçoam senão ao que eles mesmos entendem, e que elaboram as suas próprias bigornas.” A lição para nós é que devemos ser de coração amplo para reconhecer o bem em qualquer lugar onde quer que o encontremos, e consentir que nenhum crente ou comunidade cristã se possam permitir reclamar que são os únicos corretos ou que têm o monopólio da verdade.

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: