… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

17 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
17 de maio
“Tu és o meu servo, a ti te escolhi.” (Is 41:9, ARC, Pt)

SE nós temos recebido a graça de Deus em nossos corações, ela tem de fazer-nos servos de Deus. Quiçá sejamos servos infiéis; na verdade, somos servos inúteis, mas, apesar de tudo, bendito seja o Seu nome!, somos Seus servos que vestem o Seu uniforme, que se alimentam à Sua mesa e obedecem aos Seus mandamentos. Nós éramos outrora servos do pecado, mas Aquele que nos fez livres admitiu-nos agora na Sua família e ensinou-nos a obedecer à Sua vontade. Não servimos perfeitamente o nosso Senhor, mas, se pudéssemos, queríamos fazê-lo. Para ouvir a voz de Deus que nos diz “Tu és o Meu servo”, respondemos com David “Sou Teu servo; soltaste as minhas ataduras.” Mas o Senhor não somente nos chama Seus servos, mas também Seus escolhidos. “A ti te escolhi.” Nós não fomos os primeiros a escolhê-Lo a Ele, mas Ele nos escolheu a nós. Se somos servos de Deus, nem sempre fomos assim; a mudança deve ser atribuído à Sua divina graça. O olho da Sua soberania separou-nos e a voz da Sua graça imutável declarou: “Com amor eterno te amei.” Antes que o tempo começasse ou o espaço fosse criado, Deus tinha escrito no Seu coração os nomes dos Seus escolhidos, tinha-os destinado a serem conformado à imagem de Seu Filho e tinha-os constituído herdeiros da plenitude do Seu amor, da Sua graça e da Sua glória. Que conforto há aqui! Se o Senhor nos amou tanto, desprezar-nos-á agora? Ele sabia quão duros de cerviz seríamos; Ele compreendeu que o nosso coração seria mau, e contudo, Ele fez a escolha. Ah! O nosso Salvador não é um amante inconstante. Ele não Se sente encantado só por um instante com o brilho dos belos olhos da Sua Igreja, abandonando-a depois pela sua infidelidade. Não, Ele casou-Se com ela na remota eternidade, e está escrito de parte do SENHOR que “aborrece o repúdio.” A eleição eterna é um compromisso para a nossa gratidão e para a Sua fidelidade, que nem um nem outro pode desconhecer.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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