… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

18 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
18 de maio


“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele.” (Cl 2:9-10, ARC, Pt)

TODOS os atributos de Cristo, como Deus e como homem, estão à nossa disposição. Toda a plenitude da Deidade, em tudo o que esse termo compreende, é nosso para fazer-nos perfeitos. Ele não podia dotar-nos com os atributos da Deidade, mas Ele fez o que podia ser feito: fez que o Seu poder divino e a Sua Deidade condescendessem a obrar a nossa salvação. A Sua omnipotência, a Sua omnisciência, a Sua omnipresença, a Sua imutabilidade e a Sua infalibilidade uniram-se para a nossa defesa. Levanta-te, crente, e contempla o Senhor Jesus enquanto junge a plenitude da Sua Deidade ao carro da salvação! Quão vasta é a Sua graça, quão firme a Sua fidelidade, quão inabalável a Sua imutabilidade, quão infinito o Seu poder, quão ilimitado o Seu conhecimento! O Senhor Jesus fez de todos estes atributos os pilares do templo da salvação; e todos eles, sem diminuição da sua infinidade estão-nos prometidos como a nossa herança eterna. O insondável amor do coração do Salvador é nosso. Cada tendão no braço do Seu poder, cada jóia na coroa da Sua majestade; a imensidão do conhecimento divino, e a severidade da justiça divina, tudo é nosso e será empregado para nosso bem. Cristo mesmo, no Seu adorável caráter de Filho de Deus, deu-Se a Si mesmo a nós para que nos gozemos muito abundantemente. A Sua sabedoria é a nossa direção; o Seu conhecimento, a nossa instrução; o Seu poder, o nosso amparo; a Sua justiça, a nossa garantia; o Seu amor, o nosso consolo; a Sua misericórdia, a nossa distração e a Sua imutabilidade, a nossa esperança. Ele não reservou nada, mas abriu as cavidades do Monte de Deus e mandou-nos que cavássemos nas Suas minas em busca dos tesouros escondidos. “Tudo, tudo, tudo é vosso”, diz Ele “sede saciados com o favor e cheios da bondade do SENHOR.” Oh quão agradável é contemplar e invocar Jesus, com a confiança certa de que ao procurar a mediação do Seu amor ou poder, estamos procurando o que Ele já nos prometeu fielmente!

Tradução de Carlos António da Rocha

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