… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 2 de maio de 2017

2 de maio

William MacDonald
Um dia de cada vez
2 de maio

“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mt 4:23, ARC, Pt)

Um problema que volta a expor-se entre os cristãos é como manter o equilíbrio adequado entre a evangelização e o compromisso social. Até agora tem sido muito comum ouvir como se critica aos evangélicos pela sua excessiva preocupação pelas almas do povo e pelo pouco interesse que têm pelos seus corpos. Por outras palavras, não dedicam o tempo necessário para alimentar o faminto, vestir o nu, sanar o doente e educar o analfabeto.

Dizer algo contra qualquer destes ministérios seria como criticar a maternidade. Certamente o Senhor Jesus preocupou-Se com as necessidades físicas do Homem, e ensinou os Seus discípulos a fazer o mesmo. Historicamente, os cristãos sempre estiveram à frente nas causas compassivas.

Mas, como acontece em tantas outras áreas da vida, esta é uma questão de prioridades. O que é mais importante, o temporal ou o eterno? Se analisarmos por esta ótica, a pregação do Evangelho é o principal. Jesus deixou entrever isto quando disse: “Esta é a obra de Deus, que creiais...”. A doutrina deve preceder o compromisso social.

Alguns dos problemas sociais mais urgentes do homem são consequência da falsa religião. Por exemplo, há muitos que morrem de fome, mas que não se atreveriam a matar uma vaca porque acreditam que pode ser a reencarnação de algum parente. Quando outras nações enviam enormes quantidades de trigo, os ratos comem mais dele do que as pessoas, porque ninguém os mata. Estas pessoas estão atadas pela falsa religião e Cristo é a resposta para os seus problemas.

Quando tentam manter um equilíbrio entre evangelização e o serviço social, está sempre presente o perigo de ocupar-se tanto com a partilha de sanduíches na praça que o Evangelho se deixa de lado. A história das instituições cristãs está cheia de exemplos semelhantes onde o bom se converteu em inimigo do melhor.
Certas formas de participação social são questionáveis, se não totalmente descartáveis. Por exemplo, os cristãos nunca devem participar de revoluções para derrocar um governo. É questionável recorrer ao processo político para terminar com as injustiças sociais. Nem o Senhor, nem os apóstolos o fizeram. Pode conseguir-se muito mais pregando o Evangelho do que por meio de uma legislação.

O Cristão que abandona tudo para seguir a Cristo, que vende o que tem para dá-lo aos pobres, que abre o seu coração e o seu bolso sempre que vê um caso de genuína necessidade, nunca se sentirá culpado no que concerne à indiferença social.

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: