… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 2 de maio de 2017

2 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
2 de maio

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (Jo 17:15, ARC, Pt)

É este um acontecimento agradável e bendito que experimentarão todos os crentes no tempo próprio: o ir estar com Jesus. Em uns poucos anos mais os soldados do Senhor, que agora pelejam “a boa batalha da fé” terão terminado com o conflito e entrarão no gozo do Seu Senhor. Mas, posto que Cristo roga que o Seu povo esteja no fim com Ele, onde Ele está, não pede, entretanto, que ele seja levado de repente do mundo para o Céu. Ele deseja que o Seu povo fique aqui. Porém, quão frequentemente o cansado peregrino eleva esta oração: “Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso.” Mas Cristo não ora assim; Ele deixa-nos nas mãos de Seu Pai até que, tal como o grão amadurecido, nos reunamos no celeiro do nosso Senhor. Jesus não roga pela nossa pronta partida por intermédio da morte, porque ficar na carne, se não é proveitoso para nós mesmos, é necessário para os demais. Ele pede que sejamos guardados do mal, mas Ele nunca pede que sejamos admitidos na herança da glória, até que cheguemos à velhice. Os Cristãos, quando têm alguma prova, normalmente desejam morrer. Perguntai-lhes o porquê, e dir-vos-ão: “Porque nós desejaríamos estar com o Senhor.” Tememos que não seja tanto o desejo de estar com o Senhor, mas o de ver-se livres da prova; de outro modo, eles sentiriam o mesmo desejo em tempos de bonança. Eles desejam ir para o lar celestial, nem tanto para estarem na companhia do Salvador, mas para estarem livres de aborrecimentos. É muito justo o desejo de partir, se o podemos fazer no mesmo espírito em Paulo que o fez, porquanto estar com Cristo é muito melhor; mas o desejo de fugir da aflição é egoísmo. Que a nossa preocupação e desejo seja antes glorificar a Deus em nossas vidas, neste mundo, enquanto Lhe agrade, mesmo que seja no meio de fadigas, de conflitos e de sofrimentos; e deixemos que Ele diga quando: “basta.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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