… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 2 de maio de 2017

2 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
2 de maio


“Todos estes morreram na fé.” (Hb 11:13, ARC, Pt)

EIS aqui o epitáfio daqueles benditos espíritos que dormiram antes da vinda de nosso Senhor! Não importa como morreram: quer de velhice, quer de morte violenta. O ponto seguinte, no qual todos eles concordam, é o mais digno de memória: “Todos estes morreram na fé.” Viveram na fé; ela era o seu consolo, o seu guia, o seu estímulo e o seu apoio e morreram na mesma graça espiritual, terminando a sua vida de canto no melodioso tom no qual tinham continuado durante muito tempo. Não morreram descansando na carne ou nas suas próprias conquistas. Não se desviaram da antiga maneira de chegar a ser aceites diante de Deus, mas aferraram-se a essa maneira, que é a fé, até ao fim. A fé é tão preciosa para morrer como para viver.



Morrer na fé tem uma clara referência com o passado. Creram nas promessas que lhe tinham sido feitas antes e tiveram a segurança de que os seus pecados foram apagados pelo perdão de Deus. Morrer na fé tem a ver com o presente. Estes santos confiavam em que tinham sido aceitos por Deus, gozavam dos sorrisos do Seu amor e repousavam na Sua fidelidade. Morrer na fé refere-se ao futuro. Os crentes morreram afirmando que o Messias, sem dúvida, viria, e, que quando, nos últimos dias, Ele aparecesse sobre a Terra, eles se levantariam das suas sepulturas para O contemplarem. Para eles as dores da morte eram só as dores de parto de um estado melhor. Enche-te de coragem, minh’alma, enquanto lês este epitáfio. A tua carreira, por meio da graça, é uma carreira de fé, e a vista rara vez te sorri. Este também foi o caminho dos mais ilustres e dos melhores. A fé era a órbita na qual estas estrelas de primeira magnitude giraram todo o tempo em que elas aqui iluminaram. E feliz és tu de que a fé seja também a tua órbita. Olha de novo esta noite para Jesus, o autor e consumador da tua fé, e agradece-Lhe por te ter dado a mesma fé preciosa que tiveram as almas que agora estão na glória.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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