… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 20 de maio de 2017

20 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de maio

“E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão.” (Lc 5:37-38, ARC, Pt)

Os odres aos quais aqui se refere eram recipientes para vinho feitos de couros de animais. Quando os odres são novos, são flexíveis e elásticos. Mas quando envelhecem, tornam-se rígidos. Se se colocar vinho novo em couros velhos, a ação fermentadora do vinho gera tanta pressão que o odre velho não resiste e estala.

Aqui, em Lucas 5, o Senhor Jesus serve-Se disto para ilustrar o enfrentamento entre o Judaísmo e o Cristianismo. O que nos diz é que: “As formas antiquadas, as ordenanças, as tradições e os rituais do judaísmo eram muito rígidos para reter o gozo, a exuberância e a energia da nova dispensação.”

Este capítulo contém ilustrações dramáticas. Nos versículos 18-21, vemos quatro homens fazendo em pedaços o teto de uma casa para pôr frente a Jesus um paralítico que queria ser sarado. Os seus métodos inovadores e não convencionais ilustram o vinho novo. No versículo 21, os escribas e os fariseus começaram a criticar a Jesus; todos estes religiosos são os odres velhos. Uma vez mais, nos versículos 27-29 temos a entusiástica resposta de Levi ao chamamento de Cristo, e o banquete que fez para que os seus amigos O conhecessem; este é o vinho novo. No versículo 30, os escribas e fariseus queixam-se uma vez mais. Estes são os odres velhos.

Vemos isto através de toda a vida. A gente acomoda-se aos modos tradicionais de fazer as coisas e acha muito difícil ajustar-se à mudança. A dona de casa tem a sua maneira de lavar os pratos, e em algumas ocasiões, irrita-se quando alguém busca algo, às cegas, na sua pia. O marido tem as suas próprias ideias acerca de como deve conduzir um automóvel, e quase perde as estribeiras quando a esposa ou os filhos conduzem.

Mas a grande lição para todos nós está no âmbito espiritual. Devemos ser suficientemente flexíveis para permitir o gozo, a efervescência e o entusiasmo da fé cristã, até se esta se manifestar em formas não convencionais. Nem desejamos, nem necessitamos da maçada e do frio formalismo dos fariseus que se sentavam à beira do caminho a criticar enquanto Deus seguia trabalhando.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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