… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 20 de maio de 2017

20 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
20 de maio

“Maravilhosas beneficências.” (Sl 17:7, ARC, Pt)

QUANDO damos os nossos corações com as nossas esmolas, damos bem; mas frequentemente fracassamos a este respeito. Não obra assim o nosso Mestre e Senhor. Os Seus favores são sempre feitos com o amor do Seu coração. Ele não nos envia as carnes frias e os bocados partidos da mesa da Sua magnificência, mas Ele molha o nosso bocado no Seu próprio prato e condimenta os nossos mantimentos com as especiarias das Suas fragrantes afeições. Quando Ele põe a áurea moeda da Sua graça nas palmas das nossas mãos, Ele acompanha a dádiva com um apertão de mão tão quente que a maneira de dá-la é tão preciosa como a dádiva propriamente dita. Ele entrará nas nossas casas na Sua missão de amor, e não atuará como atuam algumas visitas austeras na choça do homem pobre, mas Ele senta-Se a nosso lado, não desprezando a nossa pobreza nem vituperando a nossa fraqueza. Amado, com que sorriso Ele fala! Que áureas palavras saem dos Seus lábios misericordiosos! Que abraços afetuosos Ele nos dá! Se Ele só nos tivesse dado umas quartas partes de um péni, o Seu modo de dá-las tê-las-ia transformado em ouro, mas as Suas custosas dádivas são-nos enviadas em cestas de ouro pela Sua alegre carruagem. É impossível duvidar da sinceridade da Sua caridade, pois há um coração a sangrar estampado no rosto das Suas bênçãos. Ele dá a todos liberalmente e não lança em rosto. Não há sinal algum de que nós Lhe sejamos onerosos, nem um só olhar indiferente para com os Seus pobres pensionistas; mas Ele regozija-Se nos Seus favores e nos aperta contra o Seu peito enquanto derrama a Sua vida por nós. Há uma fragrância no Seu nardo que coisa nenhuma senão o Seu coração pode produzir; há uma doçura no Seu favo de mel que não existiria nele se a própria essência do amor da Sua alma não se tivesse misturado com Ele. Oh, que rara é a comunhão que produz tão singular cordialidade! Que possamos nós continuamente gozá-la e conhecer a bem-aventurança dela!


Tradução de Carlos António da Rocha

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