… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 21 de maio de 2017

21 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
21 de maio

“... Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. (Jo 12:24, ARC, Pt)

Um dia, certos gregos vieram a Filipe, com esta nobre petição: “Senhor, queríamos ver a Jesus!” Mas, para que queriam vê-Lo? Quiçá O queriam levar a Atenas e dá-Lo a conhecer, como o novo filósofo da atualidade? Ou, talvez, queriam salvá-Lo da crucificação e da morte que agora parecia inevitável?

Jesus respondeu à petição deles com uma das grandes leis da colheita: para que um grão seja produtivo deve cair na terra e morrer. Se não passasse pela morte, ficaria sozinho. Desfrutaria das glórias do Céu para Si mesmo; não haveria pecadores salvos que as compartilhassem. Mas Se morria, abriria um caminho de salvação pelo qual muitos desfrutariam da Vida Eterna. Era imperativo que Se oferecesse como sacrifício, em vez de desfrutar duma vida cheia de comodidades.

T. G. Ragland disse uma vez: “De todos os planos para o êxito seguro, o mais certo é o de Cristo: volver-se um grão de trigo que cai na terra e morre. Se nos negarmos a ser grãos de trigo... se o sacrifício nunca figura nos nossos pensamentos, nem arriscamos a reputação, as propriedades e a saúde, se quando somos chamados não renunciamos aos laços familiares por amor de Cristo, então ficaremos sozinhos. Mas, se desejarmos levar muito fruto, devemos seguir o nosso Bendito Senhor convertendo-nos em grão de trigo, e morrendo, então levaremos muito fruto.”

Há alguns anos li a respeito de um grupo de missionários em África que tinham trabalhado incansavelmente durante anos sem ver qualquer fruto perdurável para Deus. Na sua desesperação, finalmente anunciaram uma reunião na qual ficariam diante de Deus em oração e jejum. Na discussão que se seguiu, um dos missionários disse: “Creio que não veremos a bênção até que o grão de trigo caia à terra e morra.” Um pouco mais adiante, esse mesmo missionário adoeceu e morreu. Então a colheita começou: chegou a bênção que havia predito.

Samuel Zwemer escreveu:

Só quando perdemos ganhamos,
Só pela cruz há salvação;
Para que o grão de trigo se multiplique
Devemos cair na terra e morrer.

Em qualquer lugar onde os campos amadurem,
ondeando as suas gavelas de ouro,
é porque algum grão de trigo morreu,
Alguém que foi crucificado,
que lutou, chorou e orou,
e as legiões de Satã, impávido, combateu.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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