… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 21 de maio de 2017

21 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
21 de maio

“Se é que já provastes que o Senhor é benigno.” (1Pe 2:3, ARC, Pt)

SE. Então não é um assunto que devemos aceitar como verdadeiro mesmo sem razões objectivas para tal em relação com cada ser humano. “Se.” Então é possível e provável que alguns possam não ter provado que o Senhor é benigno. “Se.” Então não há misericórdia geral mas particular, e é necessário que inquiramos se conhecemos, por experiência pessoal, a graça de Deus. Não há uma graça espiritual que não seja objeto de um exame de coração.

Mas embora isto deva ser objeto de diligente e piedoso exame, ninguém deve estar satisfeito enquanto haja qualquer coisa como um “se” acerca do seu “provar que o Senhor é benigno.” Uma zelosa e santa desconfiança de si mesmo pode dar origem a esta questão até no coração do crente, mas a continuação disto seria, de facto, um mal. Não devemos descansar até que pela fé abracemos o Salvador, e digamos; “Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito.” Não descanses, oh crente, até que tenhas a plena certeza do teu interesse em Jesus: Que nada te satisfaça até que o Espírito Santo dê testemunho com teu espírito, de que tu és um filho de Deus. Oh, não brinques com um assunto tão importante. Que nenhum “talvez”, “por acaso”, “se” ou “possivelmente” satisfaça a tua alma. Confia nas verdades eternas e, verdadeiramente, conta com elas. Obtém as misericórdias certas de David, e recebe-as com toda a certeza. Que a tua âncora seja lançada sobre o que está dentro do véu, e cuida de que a tua alma esteja ligada a essa âncora pelo cabo que não se quebra. Avança além desses tristes “ses”; não permaneças mais no deserto das dúvidas e dos temores; cruza o Jordão da desconfiança e entra na Canaan de paz, onde os cananeus ainda habitam, mas onde a terra não cessa de manar leite e mel.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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