… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 21 de maio de 2017

21 de maio


C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé
21 de maio

“Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra.” (Ec 11:3, ARC, Pt)

Por que razão, então, temos muito medo das nuvens que agora obscurecem o nosso céu? É verdade que escondem o Sol por um tempo, mas o Sol não se apagou; em breve, ele brilhará de novo. Entretanto, essas nuvens escuras estão cheias de chuva; e quanto mais escuras são, provavelmente, mais abundantes chuvas derramarão. Como podemos nós ter chuva sem nuvens?

As nossas desgraças sempre nos trouxeram bênçãos, e sempre o trarão. São os escuros carros triunfais da graça resplandecente. Estas nuvens derramar-se-ão brevemente, e por causa da chuva toda a erva tenra estará jubilosa. O nosso Deus pode ensopar-nos em aflição, mas não nos afogará com ira; ou melhor, Ele nos refrescará com misericórdia. As cartas de amor do nosso SENHOR, chegam-nos com muita frequência (às nossas mãos) em sobrescritos com bordos negros (=sobrescritos de luto). As Suas carroças grandes deslocam-se com ruído, porém estão carregados de benefícios. A Sua vara desabrocha flores bonitas e frutos nutritivos. Não estejamos inquietos acerca das nuvens, melhor é que cantemos, porquanto nos são entregues as flores de maio por causa das nuvens e das chuvas de abril.

Oh SENHOR, as nuvens são o pó de Teus pés! Quão perto estás Tu no dia nublado e escuro! O amor Te vê, e alegra-se. A fé vê que as nuvens se derramam, e, fazendo que se alegrem as pequenas colinas em toda a parte.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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