… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

22 de maio

William MacDonald
Um dia de cada vez
22 de maio


“Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar?” (Is 2:22, ARC, Pt)

Quando damos a um homem ou a uma mulher o lugar que só Deus deve ocupar, seremos amargamente dececionados Logo aprenderemos que os melhores homens são nada mais que homens. Ainda que tenham muitas qualidades, contudo têm ainda pés de ferro e de barro. Isto pode parecer cinismo, mas não o é. É realismo.

Quando os exércitos invasores ameaçavam Jerusalém, o povo de Judá procurou o Egito para a sua liberação. Isaías denunciou-os por darem essa confiança imerecida ao Egito e advertiu-os: “Eis que confias no Egito, aquele bordão de cana quebrada, o qual, se alguém se apoiar nele lhe entrará pela mão, e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.” (Is 36:6, ARC, Pt) Mais tarde, Jeremias declarou algo semelhante em circunstâncias parecidas: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jr 17:5, ARC, Pt) O salmista mostrou um grande conhecimento do tema quando escreveu: “É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem. É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes.” (Sl 118:8-9 ARC, Pt). E de novo: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação. Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.” (Sl 146:3-4, ARC, Pt)

Certamente, devemos reconhecer que há um sentido no qual devemos confiar nos demais. O que seria de um matrimónio, por exemplo, sem uma medida de confiança e respeito? No terreno dos negócios, o uso de cheques como moeda apoia-se num sistema de confiança mútua. Confiamos nos médicos para diagnosticar e prescrever adequadamente. Confiamos nas etiquetas que vêm nas latas e pacotes de comida que compramos no supermercado. Seria quase impossível viver em qualquer sociedade sem confiar no nosso próximo em alguma medida.

O perigo está quando confiamos que o homem pode fazer o que só Deus pode fazer, despojando Deus do Seu trono e sentando no Seu lugar um simples mortal. Seja quem for que substitua Deus do nosso afeto, intenta tomar o Seu lugar na nossa confiança, e apropria-se de qualquer das Suas prerrogativas sobre nós, o que sem dúvida nos dececionará amargamente. Dar-nos-emos conta, demasiado tarde então, de que o homem não é digno da nossa confiança.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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