… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

4 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
4 de maio

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível.” (1Pe 1:23, ARC, Pt)

Pedro exorta muito seriamente os santos dispersos a amarem-se uns aos outros “ardentemente, com um coração puro”, e, muito sabiamente, vai buscar o seu argumento para isso, não da lei, nem da natureza, nem da filosofia, mas daquela elevada e dividida natureza que Deus implantou nos Seus. Assim como um sensato tutor de príncipes cria e nutre neles um espírito régio e uma conduta decorosa, apoiando os seus argumentos na posição e descendência dos tais, assim também, considerando os filhos de Deus como herdeiros de glória, príncipes de sangue real, descendentes do Rei de reis, a mais genuína e antiga aristocracia do mundo, Pedro diz deles: “Procurai amar-vos uns aos outros por causa da vossa origem nobre, pois nascestes da semente incorruptível; por causa da vossa linhagem, pois descendeis de Deus, o Criador de todas as coisas; e por causa do vosso destino imortal, posto que nunca morrereis, embora a glória da carne murche e até a sua existência termine.” Seria bom que, em espírito de humildade, reconhecêssemos a verdadeira dignidade da nossa natureza regenerada e vivêssemos para isso. O que é um Cristão? Se o comparas a um rei, ele tem além da dignidade real, a santidade sacerdotal. A realeza do rei reside muitas vezes somente na sua coroa, mas a do Cristão está infundida no íntimo da sua natureza. Pelo seu novo nascimento, o Cristão é muito superior aos seus semelhantes, como homem é superior às bestas que perecem. Certamente ele deve conduzir-se, em todas as suas relações, como quem não é da multidão, mas escolhido do mundo, distinguido pela graça soberana, inscrito no “povo peculiar”, e que, portanto, não pode arrastar-se no pó como os outros, nem viver segundo a maneira dos cidadãos do mundo. Que a dignidade da sua natureza e o esplendor da sua esperança, oh crente em Cristo, te constranja a ligar-te à santidade e a evitar a própria aparência do mal.



Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: