… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

4 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
4 de maio

“Fará um homem para si deuses que, contudo, não são deuses? (Jr 16:20, ARC, Pt)

A idolatria era um dos grandes pecados do antigo Israel, e o Israel espiritual está afetado com uma tendência para a mesma loucura. A estrela de Renfan já não brilha mais e as mulheres não se lamentam mais por Tamuz, mas Mamon ainda introduz o seu bezerro de ouro, e os altares do orgulho não são abandonados. O eu, nas suas várias manifestações, esforça-se por submeter os escolhidos sob o seu domínio, e a carne levanta os seus altares onde pode achar espaço para eles. Os filhos preferidos são, com muita frequência, a causa de muito pecado nos crentes. O Senhor entristece-Se quando vê que os mimamos excessivamente. Viverão para nos ser uma causa de grande maldição, assim como Absalão o foi para David; ou se não, ser-nos-ão tirados, deixando assim desolados os nossos lares. Se os Cristãos querem passar noites de extenuante insónia, que mimem os seus filhos.

Bem diz a passagem que os deuses feitos pelo homem “não são deuses”, porque esses objetos do nosso ridículo amor constituem bênçãos muito duvidosas, a consolação que nos podem dar agora é perigosa, e a ajuda que eles nos possam comunicar na hora da aflição é nula. Por que, então, nos deixamos encantar com as vaidades? Compadecemo-nos do pobre pagão que adora um deus de pedra, e, contudo, adoramos um deus de ouro. Onde está a vasta superioridade entre um deus de carne e um deus de madeira? O princípio, o pecado, a insensatez é a mesma em ambos os casos, só que no nosso caso o crime é mais grave, porque temos mais luz e pecamos perante ela. Os pagãos inclinam-se perante uma falsa deidade, mas eles nunca conheceram o verdadeiro Deus. Nós cometemos dois males, visto que nos esquecemos do Deus vivente e nos voltamos para os ídolos. Que Deus nos purgue desta grave iniquidade!

“O ídolo mais querido que conheço,
Seja o que for que esse ídolo seja;
Ajuda-me a arrancá-lo do Teu trono,
E adorar-Te somente a Ti.”
Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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