… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 6 de maio de 2017

6 de maio


William MacDonald
Um dia de cada vez
6 de maio

“Até quando terás dó de Saul, havendo-o Eu rejeitado, para que não reine sobre Israel?” (1Sm 16:1, ARC, Pt)

Há um tempo na vida quando é necessário deixar de chorar e de lamentar por um passado que não podemos manter e continuar trabalhando no presente.

Deus tinha rejeitado Saul como rei. A decisão foi definitiva e irrevogável. Mas a Samuel custou-lhe aceitá-la porque estava estreitamente associado com Saul e agora chorava ao ver as suas esperanças defraudadas. Continuou lamentando uma perda que já não podia recuperar, até que Deus lhe disse: “Deixa de chorar e de te lamentar. Vai e unge ao sucessor de Saul. O meu programa não falhou. Tenho-Me reservado um homem melhor que Saul para que entre em cena na história de Israel”.

Samuel não só aprendeu a lição para si mesmo, mas também a transmitiu a David, o qual sucedeu a Saul como rei. A história mostra que David aprendeu bem a lição. Enquanto o seu bebé agonizava, jejuou e chorou esperando que Deus sarasse o menino. Mas, quando o seu filho pequeno morreu, David banhou-se, trocou as suas roupas, foi ao Tabernáculo adorar e depois sentou-se a comer. Àqueles que questionaram o seu realismo, disse-lhes: “Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (2Sm 12:23, ARC, Pt)

Este é um ensino que devemos aplicar à nossa vida cristã e ao nosso serviço. Pode chegar a acontecer que nos seja tirado um ministério e que seja dado a outro. Choramos pela perda de um meio de serviço.

Pode romper-se uma amizade ou uma sociedade, e como consequência tenhamos de viver com um doloroso vazio e uma pesada monotonia. Pode bater à nossa porta uma cruel desilusão causada por alguém que nos era muito querido, e tenhamos de lamentamos pela morte dessa valiosa relação.

Pode ser que algum sonho acariciado durante toda a vida se desfaça ou se frustre alguma ambição. Afligir-nos-á a morte daquela nobre aspiração.

Não há nada de mal no pranto ou no lamento, mas o luto não deve prolongar-se num grau que anule a nossa capacidade para enfrentar os desafios presentes. E. Stanley Jones dizia que haveríamos de “recuperar num momento” das aflições e dos golpes da vida. Possivelmente uma hora não seja o tempo suficiente, mas não devemos estar desconsolados para sempre por circunstâncias que jamais poderemos mudar.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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