… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 6 de maio de 2017

6 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
6 de maio
“Todos os dias de meu combate esperaria.” (Jb 14:14, ARC, Pt)

UMA breve permanência na Terra fará do Céu um lugar mais celestial. Nada faz descansar tão docemente como o trabalho. Nada faz que a segurança seja mais agradável do que o estar expostos a sobressaltos. As taças terrestres de quassia amarga darão ao vinho novo, que espuma nas taças áureas da glória, um sabor agradável. A nossa armadura gasta e os nossos rostos cicatrizados farão célebres no Céu as nossas vitórias, quando formos bem-vindos nas mansões dos que venceram o mundo. Nós não teríamos plena comunhão com Cristo se não peregrinássemos por algum tempo aqui em baixo, porquanto Ele foi batizado entre os homens com um batismo de sofrimento, e nós temos de ser batizados com o mesmo batismo se queremos participar do Seu reino. A comunhão com Cristo é tão valiosa que a aflição mais grave chega a ser um preço insignificante para adquiri-la. Outra razão porque permanecemos aqui é porque desejamos o bem de outros. Não queríamos entrar no Céu até que a nossa obra esteja cumprida; e pode ser que ainda nos esteja ordenado levar luz às almas entenebrecidas no deserto do pecado. A nossa prolongada permanência aqui, é sem dúvida, para a glória de Deus. Um santo provado, semelhante a um diamante bem lapidado, brilha muito na coroa do Rei. O que mais honra um operário é que a sua obra suporte triunfalmente uma prolongada e severa prova sem ceder em nada. Nós somos feituras de Deus, nas quais Ele Se glorificará por meio das nossas aflições. É para a honra de Jesus que nós suportamos a prova de nossa fé com sagrado gozo. Que cada ser humano renda os seus próprios desejos para a glória de Jesus e diga: “Se a minha prostração no pó pode elevar o meu Senhor tanto como uma polegada, deixai-me jazer ainda entre os vasos da terra. Se o viver na Terra para sempre fizesse mais glorioso o meu Senhor, o meu céu seria ser excluído do Céu.” O nosso tempo está fixado e estabelecido por decreto eterno. Que nós não estejamos ansiosos quanto a ele, mas esperemos com paciência até que os portões de pérolas sejam abertos.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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