… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

8 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
8 de maio

“E o que fora curado não sabia quem era.” (Jo 5:13, ARC, Pt)

QUANDO há saúde e felicidade os anos são curtos, mas trinta e oito anos de enfermidade deverão ter parecido muito compridos ao pobre homem impotente. Por isso, quando Jesus o curou com uma palavra, enquanto ele jazia junto ao poço da Betesda, ele sentiu, com agrado, uma grande mudança. Assim também, o pecador que tem estado durante semanas e meses desesperadamente paralítico e sussurra cansadamente por salvação, é muito consciente da mudança, quando o Senhor Jesus pronuncia a palavra de poder, e lhe dá, ao crer, gozo e paz. O mal tirado é muito grande para que não notemos o alívio; a vida concedida é demasiado notável para ser possuída e permanecer inoperante; e a mudança operada é muito maravilhosa para não ser notada. Até agora, o pobre homem não conhecia o autor da sua cura. Não conhecia o caráter sagrado da Sua pessoa, os ofícios que Ele desempenhava ou a missão que O havia trazido para estar entre os homens. Muita ignorância acerca de Jesus permanece nos corações que já sentem o poder do Seu sangue. Não devemos condenar precipitadamente os homens pela sua falta de conhecimento, mas onde podemos ver a fé que salva a alma, devemos crer que a salvação foi outorgada. O Espírito Santo faz penitentes os homens, muito antes de os fazer teólogos; e aquele que crê o que sabe, logo conhecerá mais claramente o que crê. Sem embargo, a ignorância é um mal, pois este pobre homem foi muito incomodado pelos fariseus, e foi muito incapaz de contender com eles com êxito. É bom saber responder aos contraditores, mas não podemos fazê-lo se não conhecermos o Senhor Jesus claramente e com compreensão. Sem embargo, a cura da sua ignorância logo foi seguida da cura da sua enfermidade, pois ele foi visitado pelo Senhor Jesus no templo. E depois daquela misericordiosa manifestação, achou-o testificando “que Jesus era o que o curara.” Senhor, se Tu me hás salvo, manifesta-Te a mim, a fim de que eu possa proclamar-Te aos filhos dos homens.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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