… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 9 de maio de 2017

9 de maio

William MacDonald
Um dia de cada vez
9 de maio

“... Uma moça que é da terra de Israel.” (2Rs 5:4)

Uma pessoa não tem de ser conhecida pelo seu nome para que realize grandes façanhas para Deus. De facto, a Bíblia fala-nos de alguns homens e mulheres que ganharam fama imortal, de cujos nomes não sabemos nada.

Houve três homens que arriscaram as suas vidas tirando água do poço de Belém para dar de beber a David (2Sm 23:13-17). David considerou isto como um ato de devoção tão notável que não bebeu a água senão que a derramou como uma oferenda sagrada. Mas não nos dão a conhecer os seus nomes.

Não sabemos como se chamava aquela grande mulher de Suném (2Rs 4:8-17), mas será sempre recordada pelo aposento que construiu para o profeta Eliseu.

Houve uma moça judia desconhecida, por cujo conselho Naaman foi ao profeta Eliseu para ser sarado da lepra (2Rs 5:3-14). Deus conhece o seu nome, e isso é tudo o que importa.

Quem foi a mulher que ungiu a cabeça de Jesus? (Mt 26:6-13). Mateus não revela o seu nome, mas a sua fama anuncia-se desde então nas palavras de nosso Senhor: “Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho for pregado em todo o mundo, também será referido o que ela fez, para memória sua.” (v. 13).

A pobre viúva que lançou as suas últimas duas moedas no arca do tesouro é outra das “desconhecidas de Deus” (Lc 21:2). Esta mulher ilustra esplendidamente a verdade de quão maravilhoso é quanto podes chegar a fazer para Deus, sem te importares que te louvem.

Em seguida, está o moço que deu os seus cinco pães e dois peixes ao Senhor e os viu multiplicar-se até que saciaram cinco mil homens, mais mulheres e meninos (Jo 6:9). Não sabemos o seu nome, mas, jamais será esquecido o que fez.

Uma ilustração final! Paulo enviou dois irmãos a Corinto juntamente com Tito para levar uma coleta aos santos pobres de Jerusalém. Não menciona os seus nomes mas elogia-os como mensageiros das igrejas e da glória de Cristo (2Co 8:23).

Gray, ao contemplar as lápides de pessoas desconhecidas num cemitério rural, escreveu:

Muitas flores nascem que sem serem vistas, ruborizam-se,
E no ar do deserto a sua doçura desperdiçam.

Com Deus, contudo, nada se desperdiça. Conhece bem os nomes daqueles que O servem no anonimato, e Ele recompensá-los-á como só Ele sabe fazê-lo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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