… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 9 de maio de 2017

9 de maio

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
9 de maio
“Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, … vejamos se florescem as vides, se se aparecem as tenras uvas.” (Ct 7:11-12, ARC, Pt)

A Igreja estava para se empenhar num trabalho importante e desejava que o seu Senhor a acompanhasse. Ela não disse: “Sairei”, mas “Saiamos.” Quando Jesus está ao nosso lado, o trabalho é uma bênção! É o trabalho do povo de Deus ser podador das videiras de Deus. À semelhança dos nossos primeiros pais, somos colocados no jardim do Senhor para sermos úteis; saiamos, pois, ao campo. Observa que quando a Igreja está bem disposta, ela deseja gozar em todas os seus múltiplos trabalhos da comunhão com Cristo. Alguns supõem que não podem servir a Cristo ativamente, e, não obstante, afirmam que têm comunhão com Ele: estes estão errados. Sem dúvida, é muito fácil desperdiçar a nossa vida interior em exercícios externos e chegar a lamentarmo-nos como a esposa: “Puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei”, mas não há razão, porque isto devia ser assim, salvo a nossa insensatez e negligência. É certo que um crente pode não fazer nada, e, não obstante, desenvolver-se tão inteiramente sem vida nas coisas espirituais, como os que estão muito ocupados. Maria não foi louvada por sentar-se tranquila, mas por sentar-se aos pés de Jesus. Mesmo assim, os Cristãos não devem ser louvados por negligenciarem os seus deveres sob o pretexto de ter comunhão secreta com Jesus: não é sentar-se, mas sentar-se aos pés de Jesus que é louvável. Não penses que a atividade seja em si mesmo um mal; ela é uma grande bênção e um meio de graça para nós. A permissão para pregar era para Paulo uma graça que lhe tinha sido outorgada, e qualquer forma de serviço cristão pode tornar-se uma bênção pessoal para aqueles que estão ocupados nele. Aqueles que têm mais comunhão com Cristo não são os reclusos ou os ermitas, que têm muito tempo de sobra, mas os infatigáveis operários que trabalham para Jesus, e os quais, em suas lidas, têm-no a Ele lado a lados com eles, porque eles são obreiros juntamente com Deus. Lembremo-nos, então, de qualquer coisa nós que tenhamos para fazer a favor de Jesus, que nós podemos fazê-la e devemos fazê-la em estreita comunhão com Ele.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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