… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 14 de maio de 2017

14 de maio


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
14 de maio
“Entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço.” (Is 40:11, ARC, Pt)


QUEM é Este de quem Se dizem estas palavras graciososas? É o BOM PASTOR. Por que leva Ele os cordeirinhos no Seu regaço? Porque Ele tem um coração terno e qualquer fraqueza imediatamente enternece o Seu coração. Os lamentos, a ignorância e a debilidade dos cordeirinhos do Seu rebanho provocam a Sua compaixão. A Sua função como Sumo Sacerdote é considerar o fraco. Além disso, Ele comprou-os com sangue; eles são Sua propriedade. Ele deve e quer cuidar daqueles que tão caro Lhe custaram. Ele, também, é responsável por cada cordeirinho, e está obrigado, por compromissos do pacto, a não perder nenhum. Além disso, todos eles são parte de Sua glória e recompensa.

Mas, como podemos entender a expressão: “Os levará”? Às vezes Ele leva-os, não lhes permitindo suportar muita provação. A Providência trata-os com ternura. Muitas vezes são “levados”, sendo enchidos com um extraordinário grau de amor para que cobrem ânimo e estejam firmes. Embora o seu conhecimento não seja profundo, eles têm grande prazer naquilo que conhecem. Frequentemente Jesus “leva-os”, dando-lhes uma fé muito simples, que recebe as promessas tal como estão, e assim, confiando, vão diretamente a Jesus com cada preocupação. A simplicidade da sua fé dá-lhes um invulgar grau de confiança que os transporta acima do mundo.



“Ele leva os cordeiros no Seu regaço.” Aqui temos um afeto ilimitado. Será que Ele os poria no Seu regaço, se Ele não os amasse tanto? Aqui há intimidade terna: tão perto está deles, que eles não poderiam estar mais próximos. Aqui há familiaridade santificada: há preciosos encontros amorosos entre Cristo e os Seus cordeirinhos débeis. Aqui há perfeita segurança: no Seu regaço, quem pode fazer-lhes mal? Teriam de fazer mal ao Pastor primeiro. Aqui há repouso perfeito e doce consolo. De facto, nós não somos suficientemente sensíveis à infinita ternura de Jesus!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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