… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 10 de junho de 2017

10 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
10 de junho

“Porque eu o SENHOR não mudo.” (Ml 3:6, ARC, Pt)

A imutabilidade é o atributo de Deus que O descreve como invariável, quer dizer, que não muda no que respeita ao Seu ser essencial, aos Seus atributos e aos princípios pelos quais opera.

O salmista contrasta o destino mutável dos Céus e da Terra com a imutabilidade de Deus: “.... os mudarás, e ficarão mudados. Mas Tu és o mesmo.” (Sl 102:26-27, ARC, Pt) Tiago descreve o Senhor como: “Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17).

Há outras Escrituras que nos recordam que Deus não Se arrepende. “Deus não é homem, para que minta, nem filho de homem para que se arrependa” (Nm 23:19). “A Glória de Israel não mentirá, nem Se arrependerá” (1Sm 15:29).

Mas, como devemos entender, então, aqueles versículos que afirmam que Deus Sse arrepende? “E Se arrependeu SENHOR de ter feito o homem na Terra, e lhe doeu em Seu coração” (Gn 6:6). “Mas o SENHOR Se arrependeu de ter posto a Saúl por rei sobre Israel” (1Sm 15:35b). Ver também Ex 32:14 e Jn 3:10.

Não há contradição. Deus sempre atua sobre estes dois princípios: recompensa à obediência e castiga a desobediência. Quando um homem muda da obediência para a desobediência, Deus continua sendo fiel ao Seu caráter mudando do primeiro princípio para o segundo. Aos nossos olhos parece-nos como se Deus Se arrependesse, e assim parece descrevê-lo o que poderíamos chamar a linguagem da aparência humana, mas não denota remorso ou mutabilidade.

Deus é sempre o mesmo. De facto, esse é um de seus nomes. “Tu mesmo, que não mudas, Tu és Deus de todos os reinos da Terra.” (Is 37:16 traduzido da versão Darby). Esse nome também se encontra em Salmo 102:27.

A imutabilidade de Deus tem sido um consolo para os Seus santos em todas as épocas, e é tema de muitos de seus cantos. Celebramo-la nas linhas imortais de Henry F. Lyte (1793 -1847):

“Mudança e decadência ao redor percebo,
Tu que nunca mudas, fica comigo!”

É também uma qualidade que devemos imitar. Devemos ser estáveis, constantes e firmes. Se formos vacilantes, veleidosos (isto é: que tem, ou em que manifesta veleidade.) e inconstantes, representamos mal o nosso Pai perante o mundo.

“Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1Co 15:58, ARC, Pt)



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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