… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 10 de junho de 2017

10 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
10 de junho

“Para o Senhor vivemos.” (Rm 14:8, ARC, Pt)

SE Deus o tivesse querido, cada um de nós teria entrado no Céu no momento da sua conversão. Não era absolutamente necessário que permanecêssemos neste mundo, com o fim de nos preparar para a imortalidade. Ainda que seja apenas há uns instantes que um homem tenha confiado em Jesus, ele pode ser levado para o Céu e estar em condições de participar da herança dos santos na luz. É certo que a nossa santificação é um processo longo e contínuo, e que nós não seremos perfeitos até que deixemos os nossos corpos e entremos no véu; mas, não obstante, se o Senhor assim o quisesse, Ele pode transformar a nossa imperfeição em perfeição e levar-nos para o Céu imediatamente. Por que, então, estamos aqui? Quererá Deus manter os Seus filhos fora do paraíso um único instante mais do que o necessário? Por que é que o exército do Deus vivo está ainda no campo de batalha, quando de um golpe Ele poderia dar-lhes a vitória? Por que é que os filhos de Deus estão vagueando daqui para acolá num labirinto, quando com uma só palavra dos Seus lábios Ele poderia levá-los para o centro das suas esperanças no Céu? A resposta é esta: Eles permanecem aqui para que “vivam para o Senhor” e levem outros para o conhecimento do Seu amor. Nós estamos neste mundo como semeadores para espalhar em todas as direções a boa semente; como lavradores para arar o chão; como arautos para proclamar a salvação. Somos como “o sal da terra”, para que sejamos uma bênção para o mundo. Estamos aqui para glorificar a Cristo na nossa vida quotidiana, para sermos obreiros para Ele e “cooperando também com Ele.” Procuremos que a nossa vida corresponda a esta finalidade. Vivamos visdas diligentes, úteis e santas “para louvor e glória da Sua graça.” Entrementes, ansiemos estar com Ele e diariamente cantemos:

«A minh’alma está com Ele no Seu trono,
E mal pode esperar a demora;
A cada momento à escuta da voz,
’Levanta-te, e vem’.»

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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