… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 11 de junho de 2017

11 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de junho

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.” (1Jo 4:10, ARC, Pt)

O amor é essa qualidade de Deus que O faz prodigalizar ilimitadamente o Seu afeto aos demais. Este amor manifesta-Se dando boas dádivas e dons perfeitos aos que ama.

Eis aqui alguns versículos dos milhares que falam desse amor: “Com amor eterno te amei; portanto te prolonguei a Minha misericórdia (Jr 31:3). “Mas Deus mostra o Seu amor para connosco, em que sendo nós ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5:8). “Mas Deus, que é rico em misericórdia, por Seu grande amor com que nos amou...” (Ef 2:4). E, evidentemente, o mais conhecido de todos: “Porque de tal maneira amou Deus ao mundo, que deu o Seu Filho unigénito para que todo aquele que nEle crê, não se perca, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

Quando João diz que “Deus é amor” (1Jo 4:8), é importante ver que ele não está definindo Deus, senão insistindo em que o amor é um dos elementos chave da natureza divina. Não adoramos ao amor, porém ao Deus de amor.

O Seu amor não teve princípio e tampouco terá fim. É ilimitado em suas dimensões, absolutamente puro e sem mancha de egoísmo ou qualquer outro pecado. É sacrificado e nunca repara no custo. Busca somente o bem-estar de outros, e não espera nada em troca. Estende a sua mão ao agradável e ao repugnante, ao inimigo e ao amigo. Este amor não se dá como prémio às virtudes daqueles que o recebem; vem somente da bondade do Doador.

As implicações práticas desta sublime verdade são evidentes: “Sede, pois, imitadores de Deus” disse Paulo: “como filhos amados. E andai em amor, como também Cristo nos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós” (Ef 5:1-2a). O nosso amor deve subir ao Senhor, fluir aos nossos irmãos, e estender-se ao mundo perdido.

A contemplação do Seu amor deve inspirar-nos também a uma adoração mais profunda. Quando caímos a Seus pés, devemos dizer repetidamente:

Como podes amar-me, como me amas
E seres o Deus que és? 
Obscuridade é a minha razão
Porém Tu és Sol no meu coração.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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