… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 11 de junho de 2017

11 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
11 de junho

“Nós o amamos a ele, porque ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19, ARC, Pt)

NÃO há nenhuma luz neste planeta senão a que procede do Sol; e não há verdadeiro amor para com Jesus no coração humano, senão aquele que procede do Senhor Jesus, dEle mesmo. Desta fonte do infinito amor de Deus deve brotar todo o nosso amor para com Deus. Esta deve ser uma verdade grande e certa: que nós O amamos a Ele porque primeiro Ele nos amou a nós. O nosso amor para com Ele é o fruto agradável do Seu amor para connosco. Fria admiração, ao estudar as obras de Deus, qualquer pessoa a pode alcançar, porém o calor do amor só pode ser aceso no coração pelo Espírito de Deus. Que grande maravilha é que seres como nós, tenhamos sido alguma vez conduzidos a amar Jesus! Que maravilhoso, que quando nós nos havemos rebelado contra Ele, Ele, numa manifestação de assombroso amor, tenha procurado atrair-nos! Não, nós nunca teríamos tido um grão de amor para com Deus, a não ser que ele tivesse sido semeado em nós pela graciosa semente do Seu amor para connosco! O amor, pois, tem por pai o amor que Deus derramou nos nossos corações: mas, depois dele assim haver nascido divinamente, ele tem de ser alimentado divinamente. O amor é uma planta exótica; ela não floresce naturalmente no coração humano, ela deve ser regada de cima. O amor para com Jesus é uma flor delicada, e se ela não receber outra alimentação além daquela que lhe possa dar o nosso coração de pedra, logo ela se murchará. Como o amor vem do Céu, assim também o amor para com Jesus tem de alimentar-se com o Pão do Céu. O amor para com Jesus não existe no deserto, a menos que ele seja alimentado com o maná que vem do alto. O amor alimenta-se de amor. A própria alma e vida do nosso amor para com Deus é o Seu amor para connosco.

«Amo-Te, Senhor, mas com amor que não é meu,
Porque não tenho qualquer amor para Te dar;
Amo-Te, Senhor, mas todo o amor é Teu,
Porquanto pelo Teu amor eu vivo.
Não sou nada, e alegro-me de estar vazio,
E perdido, e de ser aceito em Ti!»


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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