… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12 de junho

William MacDonald
Um dia de cada vez
12 de junho

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à Sua eterna glória...” (1Pe 5:10, ARC, Pt)

A graça de Deus é o Seu favor e a Sua aceitação para com aqueles que não o merecem; os quais de facto, merecem precisamente o contrário, mas que confiam em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

Estes são os quatro textos mais conhecidos que falam da graça: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (Jo 1:17, ARC, Pt). “Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” (Rm 3:24, ARC, Pt) “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela Sua pobreza enriquecêsseis.” (2Co 8:9, ARC, Pt) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9, ARC, Pt)

Alguns exaltam a graça de Deus como a principal de todas as Suas virtudes. Samuel Davis (1723-1761), por exemplo, escreveu:

Grande Deus dos prodígios!
Todos os Teus caminhos mostram os Teus atributos divinos;
Mas as glórias resplandecentes da Tua graça
sobre as Tuas outras maravilhas brilham:
Que Deus há como Tu que o pecado perdoa?
Ou, quem como Tu que graça tão rica outorga?

Mas, quem pode dizer que um dos atributos de Deus seja maior que outro? O Antigo e o Novo Testamento revelam que Deus foi sempre um Deus de graça, mas com a vinda de Cristo este aspeto do Seu caráter manifestou-Se de uma maneira nova e fascinante.

Quando chegamos a entender algo da graça de Deus, inevitavelmente, convertemo-nos, para sempre, em adoradores. Perguntamo-nos: “Porque me escolheu a mim? Porque é que o Senhor Jesus derramou o Seu sangue e deu a Sua vida por alguém tão indigno como eu? Porque é que Deus não só me salvou do Inferno, mas, também agora, me abençoa com toda a bênção espiritual, nos lugares celestiais, e me destina a passar junto dEle, a eternidade, no Céu?” É por isso que cantamos desta graça sublime que salvou a semelhantes miseráveis!

É a vontade de Deus que a Sua graça Se reproduza na nossa vida e flua para outros tratando-os com bondade em todas as coisas. A nossa palavra deve ser sempre com graça, temperada com sal (Cl 4:6). Devemos fazer-nos pobres para enriquecermos espiritualmente aos demais (2Co 8:9), para favorecemos e aceitarmos os indignos e os desagradáveis.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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