… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
12 de junho

“Pesado foste na balança e foste achado em falta.” (Dn 5:27, ARC, Pt)

É bom que nos pesemos frequentemente na balança da Palavra de Deus. Gozarias de um santo exercício espiritual se lesses algum salmo de David, e, enquanto meditas sobre algum dos seus versículos, dissesses: “Posso dizer isto? Sinto o que David sentiu? Foi quebrantado alguma vez o meu coração por causa do pecado, como foi o seu, quando ele escreveu os salmos penitenciais? Tem estado a minha alma cheia de confiança na hora das dificuldades, como esteve a sua, quando cantou das misericórdias de Deus na “caverna de Adulam” ou nos “lugares fortes de Engedi”? “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR?” Uma vez feito isto, lê a vida de Cristo, e, enquanto lês, considera quão longe estás de ser conforme à Sua semelhança. Esforça-te por descobrir se tens a mansidão, a humildade e o espírito de amor que Ele constantemente inculcou e demonstrou. Abre, depois, as epístolas, e vê se podes seguir o Apóstolo naquilo que foi a sua experiência. Clamaste alguma vez como ele o fez: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Hás tu sentido alguma vez a sua humildade? Consideraste-te a ti mesmo o principal dos pecadores, e menor do que o mais pequeno de todos os santos? Experimentaste algo da sua devoção? Poderias tu unir-te a ele e dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”? Se nós lermos assim a Palavra de Deus, como um teste, para provar a nossa condição espiritual, teremos motivos para nos determos frequentemente e dizer: “Senhor, dou-me conta de que nunca experimentei isto; faz com que o experimente. Dá-me uma fé real; Dá-me mais zelo fervoroso; inflama-me com um amor mais ardente; concede-me a graça da mansidão; faz-me mais semelhante a Jesus; que eu não seja mais ‘achado em falta’, quando for pesado na balança do santuário, para que eu não seja achado em falta nas balanças do julgamento.” “Julgai-vos a vós mesmos e não sereis julgados.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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