… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
12 de junho
“Que nos salvou e chamou com uma santa vocação.” (2Tm 1:9, ARC, Pt)

O apóstolo usa o tempo perfeito e diz: “Que nos salvou.” Os crentes em Cristo Jesus estão salvos. Eles não são considerados como pessoas que estão numa posição de esperança e que, por fim, podem ser salvos, mas eles são pessoas já salvas. A salvação não é uma bênção para ser desfrutada no leito de morte e para ser cantada no Céu, mas um facto que tem de ser obtido, recebido, destinado em resultado de promessa e desfrutado agora. O Cristão é perfeitamente salvo no propósito de Deus. Deus destinou-o para salvação, e esse propósito está completo. O cristão é salvo também quanto ao preço que foi pago por ele: “Está consumado”, foi o clamor do Salvador antes dEle ter morrido. O crente é também perfeitamente salvo na sua Cabeça do pacto divino, porque assim como ele caiu em Adão assim também ele vive em Cristo. Esta completa salvação está acompanhada de uma vocação santa. Aqueles a quem o Salvador salvou na cruz, são, pontualmente, chamados pelo poder do Espírito Santo para a santidade: eles deixam os seus pecados; eles esforçam-se por ser semelhantes a Cristo; eles escolhem a santidade não por alguma compulsão, mas pelo impulso da nova natureza que os leva a regozijar-se na santidade tão naturalmente como anteriormente eles se deleitavam no pecado. Deus não os escolheu nem os chamou porque eles fossem santos, mas Ele chamou-os para que eles pudessem ser santos, e a santidade é a perfeição produzida por obra dEle neles. As excelências que vemos num crente são obra de Deus como o é também a própria expiação. Assim é revelada muito admiravelmente a plenitude da graça de Deus. A salvação tem de ser por graça, porque Deus é o autor dela. E que móbil, a não ser a graça, poderia movê-Lo a salvar o culpado? A salvação tem de ser de graça, porque o SENHOR obra de tal maneira que a nossa justiça é para sempre excluída. Tal é o privilégio do crente: uma salvação presente. Tal é a evidência de que ele foi chamado para ela: uma vida santa.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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