… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 13 de junho de 2017

13 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
13 de junho


 “Deus... é rico em misericórdia.” (Ef 2:4, ARC, Pt)

A misericórdia é aquela compaixão e bondade que Deus manifesta aos que são culpados e débeis ou estão em angústia e necessidade. As Escrituras fazem insistência em que Deus é rico em misericórdia (Ef 2:4), e grande em misericórdia (Sl 86:5). A Sua misericórdia é abundante (1Pe 1:3); é grande até aos Céus (Sl 57:10). “Pois assim como o Céu está elevado acima da Terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que O temem.” (Sl 103:11). De Deus Se diz que é “Pai de misericórdias” (2Co. 1:3) e que é “muito misericordioso e compassivo” (Tg 5:11). É imparcial quando outorga a Sua misericórdia: “faz sair o Seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos” (Mt 5:45). Os homens não se salvam por obras de justiça (Tt 3:5) mas pela Sua soberana misericórdia (Ex 33:19; Rm 9:15). A Sua misericórdia permanece para sempre sobre os que O temem (Sl 136:1; Lc 1:50), mas ao impenitente a misericórdia alcança-o somente nesta vida.

Há uma diferença entre graça e misericórdia. Graça significa que Deus me enche de bênçãos que eu não mereço. A misericórdia significa que Ele não me castiga como mereço.

Cada doutrina da Escritura traz consigo obrigações. As misericórdias de Deus requerem, em primeiro lugar, que apresentemos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo, aceitável a Deus (Rm 12:1). Isto é o mais razoável, racional, são e sábio que podemos fazer.

Também é verdade que Deus quer que sejamos misericordiosos uns para com os outros. Ele prometeu uma recompensa especial ao misericordioso: “alcançarão misericórdia” (Mt 5:7). O Senhor quer misericórdia e não sacrifício (Mt 9:13), quer dizer, os grandes atos de sacrifício são inaceitáveis se estão separados da piedade pessoal.

O bom samaritano é aquele que mostra misericórdia ao seu próximo. Esta misericórdia deixa-se ver quando alimentamos o faminto, vestimos o pobre, assistimos o doente, visitamos as viúvas e os órfãos, e choramos com os que choram.

Somos misericordiosos quando recusamos vingar-nos de alguém que nos tenha feito mal, ou acolhemos compassivamente àqueles que têm fracassado.

Recordando o que somos, devemos orar, pedindo misericórdia por nós mesmos (Hb 4:16) e pelos outros (Gl 6:16; 1Tm 1:2).

Por último, as misericórdias de Deus devem afinar os nossos corações para cantar os Seus louvores.

Quando todas as Tuas maravilhas, oh meu Deus!
A minha alma ressuscitada contempla,
Transportado pela visão
Encho-me de amor, assombro e admiração.

Joseph Addison


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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