… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 13 de junho de 2017

13 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
13 de junho
“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa.” (Pv 30:8, ARC, Pt)

“Meu Deus, não te alongues de mim.” (Sl 38:21, ARC, Pt)

AQUI temos duas grandes lições: o que pedir e o que suplicar. O estado mais feliz do Cristão é o de uma santidade profunda. Assim como sentimos mais calor quanto mais perto estejamos do sol, assim também gozamos de maior felicidade quanto mais perto estejamos de Cristo. Nenhum Cristão desfruta de bem-estar quando os seus olhos estão fixos na vaidade; ele não acha prazer a não ser que a sua alma se sinta vivificada nas sendas do SENHOR. O mundo pode conseguir felicidade em qualquer outra parte, mas ele não pode. Eu não culpo os ímpios porque se afundam nos seus prazeres. Porque razão o faria eu? Deixemo-los ter a sua satisfação. Isso é tudo o que eles têm para gozar. Uma esposa convertida, que tinha perdido toda a esperança quanto ao seu marido, mostrava-se sempre muito afetuosa com ele, pois dizia: “Temo que este seja o único mundo no qual ele será feliz, e, portanto, resolvi fazê-lo tão feliz nele como posso.” Os Cristãos têm de procurar o seu prazer numa esfera mais alta que a das frivolidades insípidas ou dos pecaminosos prazeres do mundo. As ocupações vãs são perigosas para as almas renovadas. Ouvimos dum filósofo que, enquanto estava olhando para cima, às estrelas, caiu numa cova; porém, quão profundamente caem os que olham para baixo! A sua queda é fatal. Nenhum Cristão está seguro quando a sua alma é indolente e o seu Deus está longe dele. Cada cristão está sempre seguro quanto à grande questão da sua posição em Cristo, mas ele não está seguro no que diz respeito à sua experiência em santidade e comunhão com Jesus nesta vida. Satanás não ataca, com muita frequência, o Cristão que vive perto de Deus. É quando o Cristão se aparta do seu Deus, que se torna espiritualmente faminto e se esforça por se alimentar de vaidades, que o diabo descobre o momento da sua oportunidade. Esse Cristão pode até estar algumas vezes na mesma posição em que estão os filhos de Deus que são ativos no serviço do seu SENHOR, porém a batalha é geralmente curta: aquele que escorrega enquanto desce para o Vale da Humilhação, de cada vez que dá um passo em falso, encoraja Apólion a atacá-lo. Oh quem nos dera ter graça para andarmos humildemente com o nosso Deus!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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