… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

14 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
14 de junho

“Porque do Céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens.» (Rm 1:18, ARC, Pt)

A ira de Deus é indignação acesa e castigo retributivo neste tempo e para a eternidade contra aqueles pecadores que não se arrependem. A. W. Pink assinalou corretamente que a ira como tal, é uma perfeição divina como o são a Sua fidelidade, poder e misericórdia. Não é necessário desculpá-la.

Considerando a ira de Deus, há alguns factos que devemos ter em mente.
Não há conflito entre a ira e o amor de Deus. O verdadeiro amor castiga o pecado, a rebelião e a desobediência.
Quando os homens rechaçam este amor, que outra coisa fica senão a Sua ira? Há somente dois lugares eternos, o Céu e o Inferno. Se os homens recusam ir para o Céu, não fica mais alternativa que o Inferno.

Deus não criou o Inferno para os homens, mas para o diabo e para os seus anjos (Mt 25:41). O Senhor não deseja a morte do ímpio (Ez 33:11), mas, para o que rechaça a Cristo não fica alternativa.

A Bíblia diz que o juízo é uma “estranha operação” de Deus (Is 28:21). Isto sugere-nos que o Senhor prefere mostrar misericórdia (Tg 2:13b).

Na ira de Deus não há rancor ou animosidade; é uma ira justa sem arrebatamentos nem mancha de pecado.

Já que Deus somente pode irar-Se com justiça absoluta, exorta-nos a que deixemos a ira nas Suas mãos e não tratemos de imitá-la. Por esta razão, Paulo escreve aos Romanos: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor.” (Rm 12:19, ARC, Pt) . O cristão é exortado a mostrar ira justa, que deve ser justa. Não deve converter-se em ira pecaminosa. E somente deve exercitar-se quando está em jogo a honra de Deus, nunca em defesa ou justificação própria (Ef 4:26).

Se realmente cremos na ira de Deus, compartilhemos o Evangelho com aqueles que estão ainda no caminho espaçoso que leva à perdição. E quando pregamos sobre a ira de Deus, façamo-lo com solenidade, e até com lágrimas de compaixão.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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