… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

14 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
14 de junho

“Deleita-te também no SENHOR.” (Sl 37:4, ARC, Pt)

OS ensinos destas palavras devem parecer muito surpreendentes aos que são estranhos à verdadeira piedade, mas para o crente sincero é só a inculcação de uma verdade reconhecida. A vida do crente é descrita aqui como um deleite em Deus, e nisto temos uma grande prova de que a verdadeira religião transborda de felicidade e de gozo. As pessoas ímpias e as que meramente professam ser cristãs, nunca olham para a religião como algo prazenteiro; para eles é só culto, dever ou necessidade, mas nunca prazer ou deleite. Se eles, em algum grau, seguem a religião, é ou para ganhar algo dela ou porque não se atrevem a obrar de outro modo. O pensamento do deleite na religião é tão estranho para a maior parte dos homens que não há no seu vocabulário duas palavras mais afastadas uma da outra que “santidade” e “deleite.” Porém os crentes que conhecem Cristo sabem que deleite e fé estão tão ditosamente unidas que as portas do Inferno não podem prevalecer para as separar. Aqueles que amam a Deus com todo o seu coração, acham que “os Seus caminhos são caminhos deleitosos, e todas as Suas veredas paz.” Estes gozos, este abundante deleite, esta transbordante felicidade fazem com que os santos descubram que longe de estar servindo ao seu Senhor por hábito, pelo contrário, estão dispostos a segui-Lo ainda que todo mundo rejeite o Seu nome como mau. Nós não tememos a Deus por obrigação; a nossa fé não é uma cadeia; a nossa profissão não é uma escravidão; nós não somos arrastados para a santidade nem empurrados para o dever. Não, a nossa piedade é o nosso prazer; a nossa esperança é a nossa felicidade, e o nosso dever é o nosso deleite.

O deleite e a verdadeira religião são tão aliadas como a raiz e a flor, tão indivisíveis como a verdade e a certeza; de facto, elas são duas pedras preciosas colocadas uma ao lado da outra, num engaste de ouro.



“É quando provamos o Teu amor,

Nossas alegrias divinamente crescem,

Indizíveis como aquelas de cima,

E o Céu começa em baixo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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