… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

14 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
14 de junho

“Ó SENHOR, a nós pertence a confusão do rosto … porque pecamos contra ti.” (Dn 9:8, ARC, Pt)

UM profundo sentido do que é pecado, um conceito claro da sua gravidade e do castigo ele que nos merece deveria tornar-nos humildes diante do trono. Nós temos pecado como Cristãos. Ai de nós! Mostramo-nos ingratos, embora tenhamos sido favorecidos; não produzimos os frutos esperados, se bem que tenhamos sido mais privilegiados do que muitos. Quem, se bem que tenha estado ocupado na batalha cristã, não se envergonhará ao pensar no passado? O que fizemos nos dias que precederam a nossa regeneração pode ser perdoado e esquecido, mas o que fizemos depois, embora não o tenhamos feito como antes, entretanto temo-lo feito contra a luz e contra o amor; luz que penetrou realmente nas nossas mentes e amor no qual nos regozijamos. Oh, que horrível é o pecado de uma alma perdoada! O pecado de um pecador não perdoado não é nada comparado com o pecado de um dos escolhidos de Deus, que teve comunhão com Cristo e reclinou a sua cabeça no seio de Jesus. Olha para David! Muitos falarão do seu pecado, mas eu rogo-te que prestes atenção ao seu arrependimento e ouças os seus ossos quebrados, enquanto cada um deles expressa a sua dolorosa confissão! Observa as suas lágrimas enquanto elas caem no chão, e os seus profundos suspiros com os quais acompanha a melodiosa música da sua harpa! Nós temos errado; que procuremos, por isso, o espírito de arrependimento. Olha, também, para Pedro! Falamos muito de que Pedro negou o seu Mestre. Recorda que está escrito que ele “chorou amargamente.” Não temos nós que lamentar com lágrimas algumas ocasiões quando negámos o nosso SENHOR? Ai! Esses pecados cometidos antes e depois da nossa conversão nos enviariam para o lugar do fogo inextinguível se não fora pela soberana mercê que nos transformou, arrebatando-nos como tições do fogo. Minh’alma, inclina-te sob um sentido da tua natural perversidade e adora o teu Deus. Admira a graça que te salvou, a mercê que te guardou e o amor que te perdoou!


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: