… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

16 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
16 de junho


“O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Sl 27:1, ARC, Pt)
“O SENHOR é a minha luz e a minha salvação.” Aqui há interesse pessoal: “a minha luz”, “a minha salvação.” A alma sente-se certa disso, e, por isso declara-o resolutamente com ousadia. Quando nascemos de novo é derramada luz divina sobre a alma, como precursora da salvação. Onde não há luz suficiente que revele as nossas trevas e nos faça ansiar pelo SENHOR Jesus, não há evidência de salvação. Depois da conversão, o nosso Deus é o nosso gozo, consolo, guia, mestre, e, em todo o sentido, a nossa luz. Ele é luz dentro de nós e em redor de nós; luz refletida por nós e luz que nos tem de ser revelada a nós. Observa que não se diz meramente que Deus dá luz, mas que Ele é luz; nem que Ele dá salvação, mas que Ele é salvação. Por isso, aquele que pela fé se prende a Deus, tem em seu poder todas as bênçãos do pacto. Sendo isto tornado certo, como um fato, o argumento que se infere disto está expresso em forma de pergunta: “A quem temerei?” Uma pergunta, que ela própria, é a sua resposta. Os poderes das trevas não são para ser temidos, porque o SENHOR, nossa luz, destrói-os; e a condenação do Inferno não tem de ser temida por nós, porquanto o SENHOR é a nossa salvação. Este é um desafio muito diferente daquele que fez o jactancioso Goliat, pois ele não descansa no arrogante vigor de um braço de carne, mas no poder real do omnipotente “EU SOU.” “O SENHOR é a força da minha vida.” Aqui há um terceiro epíteto brilhante, para mostrar que a esperança do escritor estava atada com uma corda tripla que não deve ser quebrada. Bem podemos acumular palavras de louvor onde o SENHOR dá generosamente ações de graça. A nossa vida deriva todo o seu poder de Deus; e se Ele Se propõe fazer-nos fortes, todas as maquinações do adversário não nos podem debilitar. “A quem temerei?” A pergunta corajosa olha tanto para o futuro como para o presente. “Se Deus é por nós” quem pode ser contra nós, tanto agora, como no futuro?

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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