… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 17 de junho de 2017

17 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de junho

“Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?” (Job 11:7, ARC, Pt)


Deus possui também outros atributos que tenho de mencionar, ainda que seja com brevidade. A contemplação destas perfeições divinas eleva a alma para o Céu, transporta-a do insignificante para o sublime.



Deus é justo, quer dizer, é reto, imparcial e íntegro em todos os Seus entendimentos. “Deus justo e Salvador” (Is. 45:21).



Deus é incompreensível (Jb 11:7-8), demasiado grande para que a mente humana o compreenda. Como dizia Stephen Charnock: “É visível que é Deus, e invisível o que é”. E Richard Baxter comenta: “Podes conhecer a Deus, mas não compreendê-Lo”.



Deus é eterno, não tem princípio nem fim (Sl 90:1-4). A duração da Sua vida é a eternidade.



Deus é bom (Na 1:7). Ele é: “bom... para com todos, e as Suas misericórdias sobre todas as Suas obras” (Sl 145:9).



Deus é infinito (1Rs 8:27). Não tem limites ou fronteiras. “A Sua grandeza está além do cálculo, da medida ou da imaginação humana”.



Deus é auto existente (Ex. 3:14). Não recebe a existência de alguma fonte externa. Ele é a fonte da Sua própria vida, assim como, a de toda a outra vida.



Deus é auto-suficiente, quer dizer, dentro da Trindade há tudo o que pudesse “necessitar”.



Deus é transcendente. Está muito por cima do Universo e do tempo, e separado de toda a criação material.



Por último, examinemos a Sua presciência. Os cristãos estão divididos quanto a se a presciência de Deus determina quem será salvo, ou se se trata apenas do conhecimento prévio que Ele tem de quem confiará no Salvador. A julgar por Romanos 8:29, creio que Deus seleccionou soberanamente a certos indivíduos e decretou que todos aqueles que creram desta maneira prévia fossem finalmente glorificados.



Assim, concluímos a nossa reflexão a respeito dos atributos de Deus. Mas este é um tema que, por outro lado, não tem fim. Deus é tão grande, tão majestoso e assombroso que somente vemos imprecisamente como através de um espelho. Já que Deus é infinito, as nossas mentes finitas nunca poderão chegar a conhecê-Lo plenamente. Por toda a eternidade falaremos extensamente das maravilhas da Sua pessoa e não obstante, teremos de dizer: “Nem mesmo nos foi dito a metade”. (2Cr 9:6)


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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