… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 17 de junho de 2017

17 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
17 de junho

“Salva-nos, SENHOR.” (Sl 12:1, ARC, Pt)

A própria oração é notável; pois ela é curta, mas é oportuna, sentenciosa e sugestiva. David lamentava-se da escassez de homens fiéis, e, por consequência, elevava o seu coração em súplicas ao SENHOR. Quando a criatura fracassava, David ia ao Criador. Ele, evidentemente, sentiu a sua própria debilidade, se não ele não tinha gritado por socorro. Mas, ao mesmo tempo, ele tenta honestamente esforçar-se pela causa da verdade, pois a palavra “ajuda” é inaplicável quando nós próprios não fazemos nada. Nesta oração de duas palavras há muita retidão, claridade de percepção e precisão de expressão; muita mais, de facto, que nas orações longas e vagas de alguns que professam ser cristãos. O Salmista vai direito a Deus com uma prece bem meditada. Ele sabe o que está buscando e onde buscá-lo. SENHOR, ensina-nos a orar na mesma bendita maneira!



As ocasiões para o uso desta oração são frequentes. Nas aflições que a Providência envia, quão apropriado é para o crente aflito, que acha fracos a todos seus ajudadores! Os estudantes podem achar ajuda para as suas dificuldades doutrinais, elevando ao grande Professor, o Espírito Santo, o grito de: “Salva-nos, Senhor.” Os soldados espirituais podem enviar esta mensagem para o trono e pedir reforços para suas lutas interiores; e esta oração servir-lhes-á de modelo para a sua súplica. Os que se ocupam nos trabalhos celestiais podem obter, deste modo, graça para o tempo de necessidade. Os pecadores que, em dúvidas e sobressaltos, estão buscando Deus, podem oferecer esta mesma poderosa súplica. Para dizer a verdade, em todos os casos, tempos e lugares, esta oração será suficiente para as almas necessitadas. “Salva-nos, Senhor”, irá convir-nos tanto na vida como na morte, tanto no sofrimento como na actividade e tanto no gozo como na tristeza. Nela, encontramos nós o nosso remédio, que nós não sejamos preguiçosos a implorar por ele.



A resposta à oração é certa, se a oferecermos sinceramente no nome de Jesus. O carácter do SENHOR assegura-nos que Ele não esquece o Seu povo. O Seu parentesco como Pai e Marido garante-nos a Sua ajuda. A Sua dádiva de Jesus é um garantia para cada coisa boa; e a Sua promessa fiel continua válida: “Não temas, EU AJUDAR-TE-EI.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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