… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 18 de junho de 2017

18 de junho

William MacDonald
Um dia de cada vez
18 de junho


 “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tg 1:27, ARC, Pt)

Quando Tiago escreveu estas palavras, não queria dizer que se um crente fazia estas coisas, cumpria assim com tudo o que se requeria dele. Antes pelo contrário, dizia que visitar os órfãos e as viúvas e guardar-se puro não eram senão dois exemplos extraordinários da religião ideal.



Poderíamos supor que o que o apóstolo tinha em mente era a pregação expositiva, a obra missionária ou a evangelização pessoal. Mas não é assim! A ideia predominante da passagem é visitar os necessitados.



O apóstolo Paulo recordou aos anciãos de Éfeso como costumava fazer visitas “pelas casas” (At 20:20). J. N. Darby considerava que visitar: “é a parte mais importante da obra”. Escreveu: “O relógio dá as horas e os transeuntes escutam as badaladas, mas as obras interiores são as que mantêm o funcionamento do relógio; e fazem com que os ponteiros se movam corretamente. Creio que o visitar deveria ser a vossa obra essencial, e o resto tomado como acessório. Temo o testemunho público, e mais ainda, se não houver obra privada” (De uma carta a G. V. Wigram, 2 agosto de 1839).



Uma viúva já entrada em anos vivia sozinha, e chegou a uma etapa crítica da sua vida que a obrigava a depender da ajuda dos vizinhos e amigos. Com muito tempo livre, tinha um diário no qual anotava tudo o que lhe acontecia durante o dia, especialmente os contactos com o mundo exterior. Um dia os vizinhos deram-se conta de que por vários dias não tinham visto sinais de vida ao redor da sua casa. Chamaram a polícia para que entrasse na casa, e verificaram que já estava morta há vários dias. Três dias antes da sua morte, as únicas palavras que apareciam em seu diário eram: “Não veio ninguém”, “Não veio ninguém”, “Não veio ninguém”.



Na azáfama da nossa vida quotidiana, é muito fácil esquecermos o solitário e o necessitado, ao fraco e o enfermo. Damos prioridade a outros assuntos, e àquelas formas do serviço que são mais públicas e apelativas. Mas se desejarmos que a nossa religião seja pura e sem mácula, não devemos descuidar os órfãos nem as viúvas. Tampouco devemos esquecer os anciãos, os inválidos e os reclusos. O Senhor interessa-Se especialmente por aqueles que necessitam de ajuda, e há uma recompensa especial para os que se dispõem a suprir esta necessidade.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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