… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 18 de junho de 2017

18 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
18 de junho
“Já vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa.” (Ct 5:1, ARC, Pt)

O coração do crente é o jardim de Cristo. Ele comprou-o com o Seu precioso sangue; e entrou nele e reclama-o como Seu. Um jardim implica separação. Não é um vulgar descampado; não é um deserto; é algo que foi cercado. Queríamos ver os muros de separação entre a Igreja e o mundo mais largos e mais fortes. Entristece-me ouvir dizer aos Cristãos: “Bem, não há nenhum mal nisto, não há nenhum mal naquilo”, aproximando-se assim do mundo, o mais possível. É muito escassa a graça naquela alma que ainda pode perguntar até onde pode viver em conformidade com o mundo. Um jardim é um lugar de beleza; ele sobrepuja as desoladas terras incultas. O verdadeiro Cristão deve procurar ser melhor na sua vida do que o melhor moralista, porque o jardim de Cristo tem de produzir as melhores flores de todo o mundo. Ainda as melhores flores são pobres em comparação com o que Cristo merece; não Lhe dêmos, pois, plantas murchas e anãs. No jardim de Jesus, têm de florescer as rosas e os lírios mais raros, mais preciosos e mais delicados. O jardim é um lugar de crescimento. Os santos não têm de ficar pouco desenvolvidos, sempre meros embriões e na primeira fase do crescimento. Temos de crescer na graça e no conhecimento de nosso SENHOR e Salvador Jesus Cristo. O crescimento tem de ser rápido onde Jesus é o Lavrador e o Espírito Santo o orvalho proveniente do Céu. Um jardim é um lugar de retiro. Assim também o SENHOR Jesus Cristo quer conservar as nossas almas como um lugar no qual Ele possa manifestar-Se como Ele não o faz com o mundo. Oh, que os Cristãos estivessem mais afastados, de maneira que os seus corações estivessem inteiramente reservados para Cristo! Nós, frequentemente, como Marta, inquietamo-nos e incomodamo-nos com muitos serviços, de modo que não temos para Cristo o lugar que Maria teve, e não nos sentamos a Seus pés como deveríamos. Que o SENHOR nos conceda, hoje, as refrescantes chuvas da Sua graça para regar o Seu jardim.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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