… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 18 de junho de 2017

18 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
18 de junho

“Teu Redentor.” (Is 54:5, ARC, Pt)

Jesus, o Redentor, é inteiramente nosso, e nosso para sempre. Todas as funções de Cristo são exercidas a nosso favor. Ele é rei, sacerdote e profeta para nosso bem. Quando, lendo, achemos um novo título do Redentor, apropriemo-nos dele como nosso. O cajado do pastor, a disciplina do pai, a espada do capitão, a mitra do sacerdote, o cetro do príncipe e o manto do profeta, tudo é nosso. Não há dignidade de Jesus que Ele não a empregue para nossa exaltação, e nenhuma prerrogativa que Ele não a use para nossa defesa. A Sua plenitude da deidade é a nossa tesouraria segura e inesgotável.



A Sua natureza humana com que Ele Se revestiu também é nossa em toda a sua perfeição. O nosso bondoso Senhor comunica-nos a virtude imaculada de um caráter sem manchas, concede-nos a meritória eficácia de uma vida piedosa; confere-nos o galardão que Ele ganhou à custa de obediente submissão e incessante serviço. Ele faz que a roupagem imaculada da Sua vida seja a nossa perfeita cobertura; as brilhantes virtudes do Seu caráter sejam os nossos adornos e as nossas jóias e a sobre-humana mansidão da Sua morte seja o nosso orgulho e a nossa glória. Jesus lega-nos a Sua manjedoura, a partir do qual aprendemos como Deus desceu até onde estava o homem; e a Sua Cruz, para nos ensinar como o homem pode subir até onde está Deus. Todos os Seus pensamentos, emoções, ações, expressões, milagres e intercessões são para nós. Ele andou pelo caminho de aflição por causa de nós, e transferiu para nós, como um legado celestial, todo o resultado dos trabalhos da Sua vida. Jesus é agora tão nosso como foi antigamente, e Ele não Se envergonha de ser conhecido como “nosso Senhor Jesus Cristo”, se bem que é o Bendito, o único Soberano, o Rei de reis e Senhor de senhores. Cristo é em toda a parte e de todos os modos nosso Cristo, para que desfrutemos das Suas ricas bênçãos para todo o sempre. Esta manhã, oh minh’alma, pelo poder do Espírito Santo, chama-Lhe “Teu Redentor”!


Tradução de Carlos António da Rocha

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