… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
19 de junho

“E todos foram cheios do Espírito Santo.” (At 2:4, ARC, Pt)

RICAS seriam as bênçãos deste dia se todos nós fôssemos cheios do Espírito Santo. Às consequências deste sagrado enchimento da alma é impossível dar-lhes um valor excessivo. A vida, o bem-estar, a luz, a pureza, o poder, a paz, e tantas outras bênçãos são inseparáveis da benigna presença do Espírito. Como óleo sagrado, Ele unge a cabeça do crente, aparta-o para o sacerdócio dos santos e dá-lhe graça para que exerça rectamente as suas funções. Como a única água que realmente purifica, Ele limpa-nos do poder do pecado e santifica-nos para que alcancemos a santidade, obrando em nós tanto o querer como o fazer pela boa vontade de Deus. Como a luz, Ele fez-nos ver ao princípio o nosso estado de perdidos, e, agora, Ele revela-nos o Senhor Jesus e conduz-nos pelo caminho da justiça. Iluminados pelo Seu resplandecente raio celestial, não somos mais trevas, mas luz no Senhor. Como fogo, Ele limpa-nos da escória e põe a nossa natureza consagrada numa chama. O Espírito é a chama sacrificial pela qual Ele nos capacita para oferecermos as nossas almas como um sacrifício vivo a Deus. Como orvalho celestial, Ele elimina a nossa esterilidade e fertiliza as nossas vidas. Que Ele desça do alto sobre nós nestas primeiras horas do dia! Com tal orvalho matutino começaríamos o dia agradavelmente. Como pomba, Ele cobre a Sua Igreja e as almas dos crentes com as Suas asas de amor cheio de paz; e como Consolador, Ele dissipa as ansiedades e as dúvidas que perturbam a paz da Sua amada. Ele desce sobre os escolhidos como sobre o Senhor no Jordão, e dá testemunho da filiação deles, pondo neles um espírito filial pelo qual eles clamam: Aba, Pai. Como o vento, Ele leva o sopro da vida aos homens; soprando onde Ele quer, Ele cumpre a obra de avivamento pela qual a criação espiritual se anima e é sustentada. Queira Deus que sintamos a Sua presença hoje e todos os dias.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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