… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
19 de junho

“O meu Amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. Antes que refresque o dia e caiam as sombras, volta, Amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos corços sobre os montes de Beter.” (Ct 2:16-17, ARC, Pt)

SEM DÚVIDA, se há na Bíblia um versículo precioso é este: “O meu Amado é meu, e eu sou dEle.” Ele é tão cheio de paz, tão cheio de segurança, tão transbordante de felicidade e de contentamento que ele bem pôde ter sido escrito pela mesma mão que escreveu o Salmo 23. Se bem que a perspectiva é muitíssima justa e bela, a Terra não pode mostrar a sua superioridade, ela não é inteiramente uma paisagem iluminada pelo Sol. Há uma nuvem no céu que lança uma sombra sobre a cena. Ouve com atenção: “Antes que refresque o dia e caiam as sombras.”

Há uma palavra, também, acerca dos “montes de Beter”, ou “os montes de divisão”, e para o nosso amor uma divisão semelhante é amarga. Amado, este pode ser o teu atual estado de espírito, tu não duvidas da tua salvação; tu sabes que Cristo é teu, porém tu não estás festejando com Ele. Tu entendes o teu interesse vital nEle, de modo que tu não tens nenhuma sombra de dúvida quanto a que tu és dEle e Ele teu, mas ainda a Sua mão esquerda não está debaixo da tua cabeça nem a Sua mão direita te abraça. Uma sombra de tristeza é lançada sobre o teu coração, talvez pela aflição, certamente pela ausência temporária do teu SENHOR. E assim, enquanto exclamas “eu sou dEle”, sentes-te obrigado a pôr-te de joelhos e a orar: “Antes que refresque o dia e caiam as sombras, volta, Amado meu.”

“Onde está Ele?”, pergunta a alma. E a resposta vem: “Ele apascenta entre os lírios.” Se queremos encontrar Cristo, temos de entrar em comunhão com o Seu povo, devemos chegar às ordenanças com os Seus santos. Oh, quem nos dera um vislumbre noturno dEle! Oh, para cearmos com Ele esta noite!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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