… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

2 de junho

William MacDonald
Um dia de cada vez
2 de junho

“Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.” (1 Rs 19:4, ARC, Pt)

Não é raro que o povo de Deus sofra depressões nervosas tal como ocorreu a Elias. Moisés e Jonas também desejaram morrer (Ex 32:32; Jn 4:3). O Senhor nunca prometeu eximir os crentes desta espécie de problema. A presença molesta desta aflição na nossa vida não indica necessariamente falta de fé ou de espiritualidade. Qualquer um de nós poderia padecê-la.

Quando isto vem, é algo assim. Sentes que Deus te tem abandonado, mesmo que saibas bem que Ele nunca deixa os Seus. Vais à Palavra de Deus procurando consolo, e topas-te com uma daquelas passagens que falam do pecado imperdoável ou da condição sem esperança do apóstata. Experimentas a frustração de ter de suportar esta aflição sem que exista cirurgia que a extraia, nem remédios que a curem. Os teus amigos sugerem que te “animes” mas não te dizem como. Oras e desejas encontrar algum remédio de efeito imediato, mas tudo é em vão. Sem embargo a prostração nervosa vem em quilogramas, e vai-se embora em gramas. Tudo o que podes fazer é pensar em ti mesmo e na tua miséria. No teu desânimo, desejas que Deus intervenha e te dê a morte.

Uma depressão como esta pode ter diferentes causas. Pode tratar-se de um problema físico como a anemia, por exemplo, que faz com que a mente nos prejudique. Pode ser uma causa espiritual: algum pecado por confessar ou por perdoar. É possível que seja um problema emocional: a infidelidade da esposa, o excesso de trabalho ou o esgotamento nervoso que provoca a tensão mental extrema. Quiçá seja provocada por um medicamento ao qual reagimos desfavoravelmente.

O que pode fazer-se? Primeiro, vai a Deus em oração, pedindo-Lhe que realize na tua vida os Seus propósitos maravilhosos. Confessa e abandona todo o pecado conhecido. Perdoa a qualquer que te tenha ofendido. Logo, faz uma verificação médica geral para saber se a origem da depressão é de alguma enfermidade física. Toma medidas drásticas para eliminar as causas do trabalho excessivo, as penas, a ansiedade e qualquer outra coisa que pudesse estar-te acossando. O descanso regular, a comida sã e o exercício físico ao ar livre sempre constituem uma boa terapia.

Daí em adiante, deves aprender a viver pausadamente, atrevendo-te a dizer “não” a toda “depressão” que pudesse levar-te uma vez mais à beira do desastre.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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