… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

21 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
21 de junho
“O fundamento de Deus fica firme.” (2Tm 2:19, ARC, Pt)

O fundamento sobre o qual descansa a nossa fé é este: que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados.” O grande facto no qual a fé genuína confia é que “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós” e que “também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus.” “Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro.” “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados.” Numa palavra: o grande pilar da esperança Cristã é a substituição. O sacrifício vicário de Cristo pelo pecado, Cristo sendo feito pecado por nós para que nós pudéssemos ser feitos justiça de Deus nEle, Cristo oferecendo um sacrifício verdadeiro, expiatório e vicário em lugar de todos aqueles que Lhe foram dados pelo Pai, a quem Deus conhece pelo nome e que são reconhecidos porque confiam de coração em Jesus. Este é o fato cardeal do Evangelho. Se este fundamento for removido, o que poderíamos nós fazer? Mas ele permanece firme como o trono de Deus. Nós conhecêmo-lo, descansamos nele e regozijamo-nos nele. E o nosso gozo é conservá-lo, meditar nele e proclamá-lo, enquanto desejamos ser impulsionados e movidos por intermédio da gratidão para ele em cada ato da nossa vida e conversação. Nestes dias está-se atacando diretamente a doutrina da expiação. Os homens não podem tolerar a substituição. Eles rangem os dentes ao pensamento do Cordeiro de Deus que carrega com o pecado do homem. Mas nós, que conhecemos por experiência a preciosidade dessa verdade, iremos proclamá-la, desafiando-os confiadamente e continuamente. Mas nós, nem a enfraqueceremos, nem a mudamos, nem a malbaratamos pouco a pouco em alguma forma ou feitio. Cristo continuará sendo constantemente um substituto positivo, carregando com o pecado humano e sofrendo no lugar dos homens. Nós não podemos, não nos atrevemos a deixar esta verdade, porque ela é a nossa vida, e, apesar de toda a controvérsia, nós sentimos que “todavia, o fundamento de Deus fica firme.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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