… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
22 de junho



“Ele mesmo edificará o templo do SENHOR, e levará a glória.” (Zc 6:13, ARC, Pt)

O próprio Cristo é o edificador do Seu templo espiritual, e Ele edifica-o sobre o monte do Seu amor imutável, da Sua graça omnipotente e da Sua infalível veracidade. Mas como no templo de Salomão, também neste os materiais têm de ser preparados. Há os “cedros do Líbano”, mas eles não estão ajeitados para a edificação. Eles não estão cortados, nem moldados e nem transformados naquelas tábuas de cedro, cuja fragrância fará com que os átrios da casa do Senhor, que é o Paraíso, sejam agradáveis. Há também pedras em bruto nas pedreiras. Há que tirá-las dali e ajustá-las. Tudo isto é obra do próprio Cristo. Cada crente, individualmente, está sendo preparado, aperfeiçoado e preparado para ocupar o seu lugar no templo; mas é a própria mão de Cristo que faz esta obra de preparação. As aflições não santificam se Ele não as usa para esse fim; as nossas orações e os nossos esforços não podem preparar-nos para o Céu, sem a intervenção de Jesus, que faz retos os nossos corações.

Como na edificação do templo de Salomão, “nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam”, porque tudo era trazido perfeitamente preparado para ocupar exatamente o lugar que lhe tinha sido atribuído, assim também é com o templo que Jesus edifica: a preparação é toda feita na Terra. Quando chegarmos ao Céu não teremos de continuar o processo de santificação, nem de ser modelados com aflição, nem de ser polidos com sofrimentos. Não, nós temos de nos preparar aqui; toda esta preparação fá-la Cristo em nós, de antemão. E, quando Ele a tem feita, uma mão amorosa nos fará cruzar o rio da morte e nos levará para a Jerusalém celestial, para ficarmos ali como pilares eternos no templo do nosso SENHOR.

"Debaixo dos Seus olhos e cuidado,
O edifício deve erguer-se,
Majestoso, forte e encantador.
E brilhante sobre os céus. "

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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