… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
22 de junho
“Para que as coisas que não são abaladas permaneçam.” (Hb 12:27, ARC, Pt)

NÓS temos muitas coisas na nossa posse, no momento presente, que não são abaladas; e fica mal que um Cristão acumule abundância delas, pois não há nada estável debaixo do céu. A palavra “mudança” está escrita sobre todas as coisas. Também temos certas “as coisas que não são abaladas”, e eu convido-te , hoje à noite, a pensares nelas, para que, se desaparecerem todas as coisas que podem ser movidas, tu possas obter conforto verdadeiro das coisas que não podem ser abaladas, as quais permanecerão. Quaisquer que tenham sido as tuas perdas, ou possam ser, tu gozas de uma presente salvação. Tu estás ao pé da Sua cruz, confiando somente nos méritos do precioso sangue de Jesus e nenhuma subida ou descida nos mercados pode interferir com a tua salvação nEle. Nenhuma bancarrota de banco, nenhum fracasso e falência a pode tocar. Então, és um filho de Deus, hoje à noite. Deus é teu Pai. Nenhuma mudança de circunstância pode despojar-te violentamente disto. Ainda que por perdas tu caias na pobreza e fiques completamente nu, tu podes dizer: “Ele ainda é meu Pai; na casa de meu Pai há muitas moradas, portanto, não serei aflito.” Tu tens uma outra bênção permanente, nomeadamente, o amor de Jesus Cristo. Aquele que é simultaneamente Deus e Homem, ama-te com toda a força da Sua natureza afetuosa; nada pode afetá-la. A figueira pode não florescer e os rebanhos podem desaparecer dos campos, mas isto não afeta o homem que pode cantar: “O meu Amado é meu e eu sou dEle.” Nós não podemos perder a nossa melhor porção e a nossa herança mais valiosa. Quaisquer que sejam as aflições que vierem, sejamos varonis. Demonstremos que não somos bebés para nos abatermos por algo que nos possa acontecer nesta pobre vida transitória. A nossa pátria é o reino de Emanuel, a nossa esperança está no Céu, e, portanto, é tranquila como o oceano no verão. Veremos a destruição de todas as coisas terrenas, e, ainda, nos regozijaremos no Deus da nossa salvação.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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