… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
23 de junho

“... Os que em Jesus dormem.” (1Ts 4:14. ARC, Pt)

Como havemos de reagir quando um de nossos seres queridos morre no Senhor? Alguns cristãos derrubam-se emocionalmente. Outros, ainda que afligidos, são capazes de sustentar-se heroicamente. Tudo depende de quão profundamente estejamos arraigados em Deus e até que ponto nos tenhamos apropriado das grandes verdades da nossa fé.



Em primeiro lugar, devemos ver a morte do ponto de vista do Salvador. É uma resposta sobre o que Ele orou em João 17:24, “Pai, aqueles que me deste, quero que onde Eu estou, também eles estejam Comigo, para que vejam a Minha glória...” Quando os nossos seres queridos vão para estar com Ele, Ele vê o fruto da Sua aflição e fica satisfeito (Is 53:11). “Estimada é aos olhos do SENHOR a morte dos Seus santos” (Sl 116:15).



Em segundo lugar, devemos tomar em consideração o que significa a morte para aquele que a experimenta. Permite-lhe ver o Rei na Sua formosura. É libertado para sempre do pecado, da enfermidade, do sofrimento e das penas. É arrebatado da aflição (Is 57:1). “Nada se compara com a partida de um santo de Deus ... para chegar à casa do Pai, deixar para trás aqueles velhos torrões de lodo, ser libertado da escravidão do material, ser recebido pela inumerável companhia dos anjos”. Ryle escreveu: “No mesmo instante em que os crentes morrem, entram no paraíso. Hão pelejado a batalha, a sua luta terminou. Por fim tocam o outro lado desse vale tenebroso pelo qual um dia temos de caminhar. Desembarcam na outra margem desse escuro rio pelo qual algum dia temos de cruzar. Beberam essa última taça amarga que o pecado tem mesclado e preparado para o homem. Chegaram àquele lugar onde a pena e o gemido já não existem mais. Certamente não devemos desejar que regressem outra vez! É por nós mesmos e não por eles que temos de chorar”. A fé apropria-se desta verdade e fortalece-se como a árvore plantada junto a correntes de águas.



Para nós, a morte de um ser querido vai acompanhada de tristeza. Mas não devemos entristecer-nos como os outros que não têm esperança (1Ts. 4:13). Sabemos que os nossos seres queridos estão com Cristo, o que é muitíssimo melhor. Sabemos que a separação é tão somente por um pouco de tempo. Depois reunir-nos-emos nas encostas da Terra de Emanuel, e voltar-nos-emos a ver-nos em melhores circunstâncias do que aquelas em que nos conhecemos aqui em baixo. Esperamos com ânsia a vinda do Senhor quando os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós os que vivermos, os que tivermos ficado vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, para sair ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor (1Ts 4:16, 17). Esta esperança faz a diferença.



O consolo de Deus não é demasiado pequeno (Job 15:11). A nossa tristeza está mesclada com gozo, e o nosso sentido de perda está mais do que compensado com a promessa de uma bênção eterna.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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