… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
23 de junho

 “Esperando a adoção.” (Rm 8:23, ARC, Pt)

ATÉ neste mundo os santos são filhos de Deus, mas os homens não podem descobrir que eles são dos tais excepto por certas características morais. A adoção não foi dada a conhecer; os filhos não foram ainda abertamente declarados. Entre os Romanos, alguém podia ser adotado como filho e podia manter isso em segredo por muito tempo. Porém havia uma segunda adoção, em público. Quando o menino era levado perante as autoridades constituídas, as suas roupas anteriores eram-lhe tirados, e o pai que o recebia para que fosse seu filho dava-lhe uma roupa apropriada à sua nova condição de vida. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser.” Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como Ele é O veremos. Nós ainda não estamos vestidos com a roupa apropriada para a família real do Céu. Estamos vestindo, nesta carne e sangue, precisamente o que vestimos como filhos do Adão, mas sabemos que quando “Ele Se manifestar”, Ele é “o primogénito entre muitos irmãos”, “seremos semelhantes a Ele; porque assim como Ele é O veremos.” Não podes imaginar que um menino tomado da classe mais baixa da sociedade e adotado por um senador romano, pudesse dizer para si mesmo: “Anseio o dia quando serei publicamente adotado; então deixarei estes vestidos plebeus e serei vestido como convém à minha categoria senatorial?” Sente-se feliz com o que recebeu; é por isso que ele solta gemidos por alcançar a plenitude do que lhe é prometido. Assim acontece connosco hoje. Nós estamos esperando até sermos vestidos com as nossas próprias roupas e sermos manifestados como filhos de Deus. Nós somos jovens nobres, e ainda não cingimos as nossas coroas. Nós somos jovens noivas, e ainda não chegou o dia do casamento, e, pelo amor que o nosso Esposo nos professa, somos levadas a ansiar e a anelar pela manhã da nossa boda. A nossa própria felicidade faz-nos gemer por mais felicidade. O nosso gozo, como um manancial que transborda, anseia brotar como um géiser da Islândia, jorrando até aos céus. Esse gozo suspira e geme dentro do nosso espírito por falta de espaço e lugar, por meio do qual se manifesta aos homens.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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