… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 24 de junho de 2017

24 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
24 de junho

“Responderam Sadrach, Mesach e Abed-nego e disseram … Fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses.” (Dn 3:16-18, ARC, Pt)

O relato da coragem juvenil e da maravilhosa libertação destes três jovens piedosos, ou antes, destes campeões, adapta-se muito bem para provocar na mente dos crentes firmeza e estabilidade para defender a verdade contra os dentes da tirania e das próprias garras da morte. Que os jovens cristãos, especialmente, aprendam do exemplo deles a não sacrificar nunca as suas consciências, tanto nos assuntos da fé e da religião como nos assuntos da probidade nos negócios. Perde tudo antes que perderes a tua honradez, e, quando tudo mais se tenha perdido, continua aferrando-te a uma consciência limpa como a jóia mais preciosa que possa adornar o peito de um mortal. Não te guies pelo fogo-fátuo da sagacidade, mas pela estrela polar da autoridade divina. Segue o reto, em todos os azares. Quando tu não vês nenhuma vantagem presente, anda por fé e não por vista. Faz a Deus a honra de confiar nEle, quando isto importe perda por causa dos teus princípios. Olha se Ele será ou não teu devedor! Olha se Ele ainda nesta vida não cumprirá a Sua palavra de que “é grande ganho a piedade com contentamento”, e de que aqueles que “buscam primeiro o reino de Deus, e sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” Se acontecesse que, na providência de Deus, chegasses a ser um perdedor por causa da tua consciência, acharás que, se o Senhor não te retribuir com a prata da prosperidade terrestre, cumprirá a Sua promessa com o ouro do gozo espiritual. Recorda que a vida do homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Mostrar um espírito franco, ter um coração livre de ofensa, contar com o favor e a aprovação de Deus vale mais do que as riquezas que as minas do Ofir poderiam produzir ou o comércio de Tiro poderia ganhar. “Melhor é a comida de hortaliça onde há amor do que o boi gordo e, com ele, o ódio.” Uma onça de tranquilidade de coração vale mais do que uma tonelada de ouro.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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